Edilene Lopes

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Exclusivo: memorando revela detalhes do plano de vacinação de servidores administrativos da saúde

Trabalhadores em home office estavam na lista

24/03/2021 às 04:45

Um memorando interno, datado do dia 15 de fevereiro e assinado no dia 17 de fevereiro, pelo ex-secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, revela a dinâmica do plano de vacinação de servidores administrativos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), na Superintendência Regional de Belo Horizonte, que é uma das 28 regionais da pasta.

Tivemos acesso ao documento, no qual o secretário informa aos servidores a ordem e os procedimentos para a vacinação, inclusive o local, que é a Rede de Frio, onde ficam armazenadas as doses para a distribuição, na região Oeste da capital mineira.

Autonomia para rever prioridades

Na circular, o secretário destaca que entre os grupos prioritários, na categoria ‘Trabalhadores de Saúde’, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação considerou um total de 6.649.307 indivíduos em todo o Brasil, apresentando um ordenamento de priorização desse estrato populacional, sendo facultado a estados e municípios a possibilidade de adequar a priorização conforme a realidade local.

Orientação para vacinar em teletrabalho

No memorando, o secretario define a ordem dos servidores administrativos a serem vacinados na central da Secretaria de Estado de Saúde, sendo primeiro os trabalhadores da Rede de Frio; na sequência, trabalhadores das Centrais Regionais de Regulação Assistencial e trabalhadores que necessitam, com justificativa, ir para o campo para investigação, vistorias e visitas técnicas;

Depois, trabalhadores dos almoxarifados; trabalhadores da Saúde, acima de 60 anos de idade, em trabalho presencial; trabalhadores em trabalho presencial; e por último (mas também na lista), trabalhadores da SES-MG que possam realizar suas atividades em teletrabalho. A expectativa, segundo o documento, era vacinar 500 pessoas até o dia 26 de fevereiro.

Sem segunda dose

Inclusive, servidores que tomaram a primeira dose da CoronaVac, já estão com a segunda dose vencendo e alguns denunciaram à Itatiaia que, apesar de o governo ter respondido à imprensa anteriormente que o Ministério Público (MP) autorizou a segunda dose e a secretaria responder aos servidores que também está autorizada, na prática, quando os servidores ligam na Rede de Frio para saber sobre a segunda dose, a resposta é que ela está suspensa até que o MP se manifeste oficialmente.

Na coletiva, o secretário disse que o MP se manifestou oficialmente nessa terça (23) e que hoje, e ao longo dos próximos dias, o estado ainda deve fazer alguma avaliação, para depois prosseguir com a segunda dose.

Tratamento diferenciado

Deputados da CPI que visitaram a Rede de Frio nesta quarta-feira viram indícios de tratamento diferenciado entre a vacinação na Superintendência Central e as do interior. Para acessar o documento ao qual a coluna teve acesso exclusivo clique aqui

Anastasia ministro: “não toparia”

Depois da troca do ministro da Saúde, que alguns críticos afirmam ser seis por meio dúzia, já que a pasta continuaria sem muita autonomia, a bola da vez é Ernesto Araujo, ministro das Relações Exteriores, que é malquisto por boa parte do Congresso. Os cotados para o cargo seriam os senadores Fernando Collor de Melo (PROS) e Antônio Anastasia (PSD).

Aliados de Anastasia afirmam que, se sondado, ele não aceitaria a proposta, e alguns até brincaram que ninguém dá “sossego” ao senador mineiro e toda hora querem “enfiá-lo” em uma “enrascada”.

Sobre Collor, muitas acreditam que ele toparia, tem perfil e poderia fazer um bom trabalho, já que foi presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado. No entanto, um dos problemas, segundo o que circula nos bastidores de Brasília, é que Collor seria mais autônomo e mais chamativo que o governo talvez espere.

Imaginem só, um ex-presidente que teve de renunciar antes de ser afastando salvando o Brasil de uma crise internacional. Seria mais inusitado que o Mestre dos Magos tirar as crianças da Caverna do Dragão. Não porque não tenha habilidade política para tal, porque segundo os pares ele tem, mas pelo próprio contexto da situação difícil em que o Brasil se encontra.

Seria um ex-encrecado, já que enfrentou um processo de impeachment, salvando a imagem do país para o exterior. Um outro problema seria a bandeira anticorrupção do governo, já que o pedido de impedimento de Collor foi feito sob a acusação de obtenção de vantagens econômicas, embora depois ele tenha se livrado no STF da acusação de corrupção passiva.

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