Ouça a rádio

Compartilhe

Surpresas, desistências, traições: o que esperar dos registros de candidaturas em 2020

A semana será caótica na política municipal, não só em Belo Horizonte mas nas centenas e centenas de cidades brasileiras. Termina na quarta-feira (16) o prazo para as convenções partidárias, que são as reuniões onde cada uma das legendas define os candidatos a vereador e a prefeito e as coligações que vão formar.

Surpresas e traições

No entanto, mesmo quando terminar o prazo haverá tempo para mudanças de última hora, já que a data final para registro de candidatura é o dia 26. Como ocorre em todas as eleições, provavelmente teremos candidatos escolhidos e não registrados, siglas e candidatos que fizeram acordo de boca e ficaram na mão, sem apoio ou até sem condição de disputar. Podem haver coligações com partidos registrados de forma repetida, que é quando uma mesma legenda fica inscrita em mais de uma coligação, o que posteriormente é corrigido. É aí que a política fica pior que novela, traição atrás de traição e inimizades que perduram por anos. A cada eleição mudam os personagens; as histórias se repetem.

Aumento de denúncias

O número de denúncias contra candidatos, relacionadas a supostas irregularidades que estariam ocorrendo muito antes das eleições, também pulam que nem pipoca. Ao invés de procurar os órgãos fiscalizadores, adversários procuram a imprensa, na tentativa vã e fácil de manchar as imagens dos concorrentes por questões puramente eleitoreiras. Nós, jornalistas, é claro que já sabemos disso e, como é de praxe, só noticiamos casos já denunciados a órgãos fiscalizadores, com processos que contêm provas e são devidamente apurados.

Guerra, pandemia e campanha de rua

O processo eleitoral é uma verdadeira guerra em que, para alguns, vale tudo para vencer: os estudos mostram que as armas vão desde as campanhas propositivas até a troca de insultos e a produção de fake news e dossiês contra adversários. Um verdadeiro caos.

Quando a campanha começar oficialmente, podemos ter mais um problema: atividades presenciais com aglomeração nas ruas em plena pandemia.

Promulgação de PEC 

A primeira parte da reforma da Previdência dos servidores estaduais de Minas vira lei nesta segunda-feira, com a promulgação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pelo presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PV). O Projeto de Lei Complementar depende da sanção do governador Romeu Zema (Novo).

Homenagem

O deputado Agostinho Patrus (PV) foi condecorado na sexta-feira (11) com o Grande Colar, maior honraria concedida pelo Ministério Público de Minas. O Grande Colar foi também concedido ao pai dele, que tem o mesmo nome e foi deputado e presidente da Assembleia Legislativa, em 1995.

ABC da Política

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.