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Senador Carlos Viana deve sair do PSD para disputar o Governo de Minas em 2022

O senador Carlos Viana deve definir, em breve, pela mudança de partido. Informação adiantada aqui na coluna Em Cima do Fato. Hoje Viana está no PSD, mesma legenda que o senador Antônio Anastásia e o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. No ano que vem, o senador deve estar em outra sigla. Isso porque, Viana pretende disputar a eleição para o Governo de Minas e o candidato do PSD, ao que tudo indica, será Kalil.

Para concorrer, o parlamentar precisará trocar de partido. A informação de bastidores é que ele tem conversado com algumas legendas e uma das possibilidades seria o DEM, presidido pelo senador Rodrigo Pacheco que, conforme já noticiamos na coluna Em Cima do Fato, circulou a informação de que poderia ir para o PSD – o que, neste momento, foi descartado por interlocutores. 

Sem reajuste na conta de luz

Por falar em Rodrigo Pacheco, ele se reuniu nesta terça-feira com o governador de Minas Romeu Zema (Novo), que está desde cedo em Brasília, tendo agendas também com os ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, de Minas e Energia, Bento Albuquerque e o secretário da Presidência da República, Onyx Lorenzoni.

Além da agenda com o governador, Pacheco passou esta segunda (24) e terça-feira defendendo, na Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que não seja feito o reajuste de 10,56% na conta de luz em Minas.

Para compensar o reajuste devem ser usados recursos de uma dívida de R$ 6 bilhões que o governo federal tem com os mineiros por cobrança indevida de ICMS entre os anos de 2008 e 2011. Os deputados federal e estadual por Minas, Weliton e Elismar Prado, que são irmãos, também fazem coro na mesma cobrança. No ano passado, Pacheco, com o mesmo pedido, conseguiu barrar o reajuste que era de 2,5%. 

Pacheco em 2022

Essa é mais uma agenda administrativa importante que Rodrigo Pacheco assume, uma outra foi a de convencimento do governo federal sobre a importância da vacinação. Não será surpresa se, em 2022, Pacheco se apresentar como um nome da terceira via para disputar a presidência do Brasil. 

Volta às aulas

Mudando de assunto, nesta quinta-feira (27), o Tribunal de Justiça vai decidir, às 13h30, em sessão remota, se Minas poderá retomar as aulas presenciais. Em BH, a Defensoria Pública de Minas Gerais entrou com ação na Justiça dando 15 dias à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para iniciar aulas remotas ou retomar as presenciais. 

Para engrossar o coro, nesta terça-feira, o Ministério Público de Minas Gerais também entrou com ação civil pública contra a PBH, pedindo a retomada das aulas nos termos do protocolo da agência norte-americana Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Contas de Zema

Outra agenda importante da política mineira nesta quarta-feira (26) em Minas será o julgamento das contas de 2019 do governador Romeu Zema (Novo) pelo Tribunal de Contas do Estado. Conforme adiantamos na coluna Em Cima do Fato, o julgamento terá como relator o ex-líder do governo de Fernando Pimentel (PT) na Assembleia, Durval Ângelo. 

Será a primeira sessão presencial em um ano e quatro meses de pandemia. Ao que tudo indica, vai ser polêmico e alguns conselheiros vão defender que, no primeiro ano de governo, Zema investiu menos em Saúde e Educação que Pimentel.

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