Edilene Lopes

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Ex-diretores da Cemig devem ser ouvidos na CPI

Saiba quem são os mais cotados para presidência e relatoria da comissão

18/06/2021 às 04:30

Os líderes dos blocos na Assembleia Legislativa têm até a próxima terça-feira (22) para indicar os integrantes da CPI da Cemig. O nome do presidente ainda não foi definido. O mais cotado é Sávio Souza Cruz (MDB), que também é um bom nome para ser o relator, segundo os pares. O presidente, se não for ele, certamente será alguém do bloco independente já que, como a CPI é para investigar uma estatal, a presidência não será de ninguém do bloco de governo. 

Relator

A oposição já tem o autor do requerimento que criou a CPI, que é o deputado professor Cleiton (PSB) que, pelo regimento, como é o primeiro signatário - o primeiro a assinar o pedido para criar a comissão - não pode ser presidente e nem relator, mas pode ser vice. Depois de escolhidos os cinco titulares e os cinco suplentes, após a terça-feira, serão eleitos oficialmente presidente e vice. 

4,5 gigas de denúncias

O autor do requerimento da CPI tem mais de 4 gigas de arquivos em denúncias contra a estatal. Apuramos para a coluna Em Cima do Fato que, além de ocupantes da cúpula da Cemig, como o presidente, devem ser ouvidas pessoas que, segundo parlamentares, podem contribuir muito com as investigações, como ex-diretores da estatal que, de acordo com deputados, teriam saído demonstrando insatisfação com a gestão da empresa e com supostas irregularidades.

Segundo parlamentares, o ex-diretor de Suprimentos da companhia, João Polati Filho, deve entrar no hall de pessoas que a CPI vai querer ouvir, como convidado, porque pode trazer importantes contribuições. 

Briga entre Kalil e Zema acelerou processo

A CPI vinha sendo tratada nos bastidores há várias semanas, mas o clima ruim entre os grupos políticos do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), que podem ser rivais na disputa pelo governo do estado no ano que vem, teriam acelerado o processo.

Com a abertura de duas CPIs, a da Covid e a da BHtrans, na Câmara Municipal de BH, o grupo aliado do prefeito Alexandre Kalil na Assembleia Legislativa também investiu pesado e resolveu tirar a CPI da Cemig do papel.

A CPI deve investigar a contratação de empresas sem licitação, a redução do tamanho da Cemig sem autorização da constituição estadual e uma suposta mudança do núcleo de administração de Minas para São Paulo. O líder de governo, deputado Gustavo Valadares (PSDB), afirmou que não há nenhum milímetro de apreensão com a CPI, porque a transparência e a seriedade são os pilares da empresa.

Projeto do acordo da Vale recebe emendas até segunda

Por falar em Assembleia, o prazo final para proposição de emendas ao projeto do acordo da Vale, que terminaria nesta sexta-feira, foi ampliado e vai até domingo (20).  O regimento da Casa considera os prazos de tramitação sempre em “dias corridos”, portanto, o prazo terminaria hoje, porque o vigésimo dia cai num domingo. Contudo, os líderes definiram por aceitar, excepcionalmente, a apresentação de emendas também no final de semana.

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