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Roberto Jefferson: da base do PT à base de Bolsonaro

O assunto do dia é a prisão de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, um apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro. Inclusive, ele vem preparando toda a estrutura do partido pra receber o presidente da república, que saiu do PSL e ainda está sem legenda. Como o Aliança ainda não se viabilizou, a probabilidade do presidente voltar para o PSL é pequena. No PP ele tem aliados, mas também enfrenta resistência, assim como no PL, onde há a mesma situação. Com isso, o PTB seria uma possibilidade. E é um desejo de Roberto Jefferson que já disse isso, inclusive, em entrevista à Itatiaia.

Do desarmamento ao armamento

Roberto Jefferson vem causando o tempo todo na internet, assim como causa em entrevistas também. Ele é bom de manchete, não tem papas na língua, mas é sempre um entrevistado muito educado e muito respeitoso. Hoje, mais uma vez, ele é assunto na internet. Mas não sendo quem causa a polêmica, mas sim sendo alvo dela. Resgataram uma fala antiga dele, dizendo que foi um dos criadores da lei do desarmamento, sendo que ele é hoje um armamentista convicto – tem fotos inclusive na internet portando armas.

Mensalão

Roberto Jefferson é de um partido de centro (é importante lembrar que o centro é diverso, e não há de se haver uma demonização do chamado "centrão", porque no centro tem muita gente), mas ele esteve na base do governo petista e foi o delator do mensalão, esquema do qual ele foi acusado de participar, foi condenado e chegou a ficar preso.

Bolsonaro x STF

A prisão de Jefferson foi dentro do chamado inquérito da milícia digital, da Polícia Federal, e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele é suspeito de comandar uma rede de ataques antidemocráticos na internet. 

Bolsonaristas, dentre eles parlamentares, reagiram na internet. O deputado Cabo Junio Amaral (PSL), que é mineiro, postou que “fora das quatro linhas” da constituição, Alexandre de Moraes vai aumentando a coleção de presos particulares e o senado “dentro das quatro linhas”, está ignorando as ilegalidades.

2022

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM), que vem sendo apontado como um candidato de terceira via, já está na mira dos apoiadores de Bolsonaro também.

As quatro linhas

Depois que Bolsonaro disse que questionou a legalidade da inclusão dele no inquérito de fake news do STF e disse, ainda, que poderia responder fora “das quatro linhas da Constituição”, a expressão pegou e toda hora tem alguém acusando o outro de estar fora dessas “quatro linhas”, ou seja, de ser um caubói fora da lei, como diz a música.

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