Edilene Lopes

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Ringue ideológico na Assembleia e Partido Novo sem candidato à presidência

11/06/2021 às 04:30

Reviravolta no Partido Novo. O fundador da legenda, João Amoedo, desistiu do convite dos correligionários para ser pré-candidato à Presidência da República em 2022. O anúncio foi feito pelo Twitter do diretório nacional. Para participar do processo seletivo interno, o candidato tem que ser indicado por 21 dos 40 membros do diretório nacional. João Amoêdo teve o nome colocado por 36 integrantes.

No mesmo dia em que o nome dele foi anunciado, na semana passada, o nome do deputado federal mineiro, Thiago Mitraud, foi ventilado. Agora, para ser indicado, ele vai precisar de 21 assinaturas. A princípio, teria 16. O apoio de 40 filiados com mandatos ele já tem. Assim que Amoedo desistiu, circulou a informação de que Mitraud também havia desistido, mas o que ele disse à coluna Em Cima do Fato é que está à disposição do partido.

Mitraud não será candidato à reeleição

Nos bastidores, a informação é de que Mitraud, com certeza, não será candidato à reeleição como deputado federal e poderia sair candidato ao Senado ou até ser vice na chapa de Romeu Zema que, mais uma vez, pode ser “puro sangue”, com dois integrantes do Novo. Se Mitraud não for candidato à reeleição, a lógica é que Guilherme da Cunha, deputado estadual, que sempre trabalha em parceria com o Mitraud, seja candidato a deputado federal.

Novo sem pré-candidato: e Zema?

Sem pré-candidato à presidência, por enquanto - já que até outubro as inscrições para o processo seletivo estão abertas - começam a circular os buxixos de que Zema poderia ser o candidato do Novo à Presidência da República. O governador, porém, tem reafirmado que é candidato à reeleição em Minas e evita assuntos relacionados à 2022.

No partido, muitos afirmam que – mineiro que é – Zema jamais adiantaria, mesmo que tivesse qualquer pretensão relacionada ao cenário nacional – já que isso poderia colocá-lo em rota de colisão com o governo de Jair Bolsonaro, e isso é tudo o que o Governo de Minas não quer. O alinhamento entre Minas e o governo federal tem sido considerado benéfico pela gestão atual no atendimento aos pleitos de Minas.

Briga de deputados na Assembleia vai parar na Comissão de Ética

Um desentendimento entre deputados no plenário da Assembleia Legislativa vai parar na Comissão de Ética da Casa. A deputada Andreia de Jesus (PSOL), afirmou que será feita uma representação contra o deputado Coronel Sandro (PSL) por causa do posicionamento dele, se referindo a ela, depois que ela fez um discurso sobre a morte da jovem Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida e foi baleada no Rio de Janeiro.

A deputada pediu um minuto de silêncio pela morte da jovem e criticou a política de segurança pública no Brasil, que ela chamou de “genocida”. Na sequencia, o deputado afirmou que a parlamentar tinha que estudar antes de falar da polícia mineira para não falar “asneira”.

Para a deputada, a Comissão de Ética precisa se posicionar sobre o caso. Em resposta, o deputado Coronel Sandro afirmou que também fará uma representação contra Andreia de Jesus por ter criticado a polícia. É a polarização, PSL e PSOL em campos opostos fazendo do plenário da Assembleia um ringue ideológico.

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