Edilene Lopes

Coluna da Edilene Lopes

Veja todas as colunas

Queda de braço com servidores: Zema ganha ou perde votos nas eleições?

“Geralmente, quem trabalha, como eu, só terá tempo no fim de semana. Me parece que tem tido manifestação de quem não trabalha. É algo questionável", afirmou Zema em entrevista à Itatiaia

17/03/2022 às 10:11

O discurso adotado pelo governador Romeu Zema (Novo) no debate com servidores por recomposição salarial, ao contrário do que muitos pensam, pode dar ao governador mais votos que tirar. Zema tem reafirmado que a Lei de Responsabilidade Fiscal limita a recomposição salarial à inflação do último ano. Servidores da saúde, educação e segurança reivindicam a recomposição de perdas de anos anteriores. 

Servidores contra
Muita gente avalia que essa briga com os servidores possa gerar um prejuízo eleitoral, já que servidores de categorias grandes e essenciais como segurança, saúde e educação podem não apenas deixar de votar no governador, mas também podem fazer campanha contra ele. No entanto, pelas falas frequentes de Zema, ele não apenas está consciente de quais são os danos ou não que essas declarações podem provocar, como tem convicção que está fazendo o que acredita ser o correto dos pontos de vista de gestão e político eleitoral. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, ao repórter Renato Rios Neto, Zema afirmou que trabalha para “fazer o certo". E completou, “meu objetivo é consertar Minas Gerais e voto, para mim, é consequência dos meus atos." 

Identidade com o eleitorado 
A equipe que vai fazer a campanha do governador, e que fez a última, sabe que a população, de forma geral, tem uma leitura de que servidor tem mais garantias que os funcionários da iniciativa privada. Um levantamento feito instituto Paraná Pesquisas, em 2018, mostrou que, na percepção de 70,2% dos brasileiros, os funcionários públicos têm privilégios.

E é esse discurso que o governador reforça quando ele afirma que "Geralmente, quem trabalha, como eu, só terá tempo no fim de semana. Me parece que tem tido manifestação de quem não trabalha. É algo questionável".  O número de eleitores que se identifica com essa fala, a princípio, é maior que o número que não se identifica (já que a maioria da população não é composta por servidores) e, por isso, essas declarações podem ser revertidas em votos.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou