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Paulo Guedes: sai ou fica? Saiba quem é o substituto natural do ministro

22/10/2021 às 12:29
Paulo Guedes: sai ou fica? Saiba quem é o substituto natural do ministro

Por enquanto, segundo a equipe de governo e o próprio presidente Jair Bolsonaro, Paulo Guedes permanece a frente do Ministério da Economia, mas o conselho de alguns integrantes da pasta é que ele saia e salve a própria biografia enquanto é tempo, assim como fizeram os outros quatro integrantes da pasta. Inclusive, eles sugeriram até um momento para isso. 

Disseram pra Paulo Guedes aproveitar a ida ao Congresso, para prestar esclarecimentos sobre as offshores, fazer um balanço de suas ações e intenções a frente da pasta e abandonar o barco. 
Substituto natural

Guedes já tem um substituto natural que é o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. No entanto, compromissos não só com o presidente, mas principalmente com o mercado são o fio que mantem o Ministro da Economia firme na corda bamba que é Política Economia do Governo. 

Em busca de novos secretários

Aliás, Guedes não só fica por enquanto, como está à procura de novos nomes para ocupar o vazio deixado pela debandada de seus principais integrantes.  Ontem, fontes do ministério disseram à coluna que Guedes cancelou um evento que tinha às 19h pra tentar encontrar novos nomes e minimizar o rombo que ficou na equipe. Saíram o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal e adjunta e o secretário do Tesouro Nacional e o adjunto. 

Indignado 

Funchal é economista, foi secretário da Fazenda no Espírito Santo e é um nome de destaque na área. Ele deixou a pasta por ter considerado absurdo o fato de Guedes ter concordado com a ala política do governo e, sem ouví-los, ter desistido de lutar contra o drible dado no teto de gastos, com a mudança na regra de cálculo da inflação para o teto. Funchal chegou a desabafar com algumas pessoas que me contaram que ele estava transtornado por não ter sido ouvido. 

"Eu assumo a responsabilidade. É pra fazer"

Inclusive, na reunião com o ministro da Cidadania, João Roma, o da Casa Civil, Ciro Nogueira, a secretária de governo, Flávia Arruda, e o Ministro da Economia Paulo Guedes, quando ficou definido que o valor passaria mesmo pra 400 (que nada mais é que o reajuste pela inflação), Guedes foi o único contrário. Segundo uma fonte da coluna, convencido de que o reajuste do benefício, é fundamental pra reeleição, o presidente bateu no peito e falou “Eu assumo a responsabilidade. É pra fazer”. Guedes então sugeriu manter os 34,7 Bi destinados ao auxilio permanente e criar dois auxílios temporários contando com parte do recurso fora do teto de gastos, também de forma temporária. 

Cumpriu a missão e pagou o preço 

O ministro atendeu o presidente, não trouxe o que seria considerado um problema permanente no orçamento, no entanto ficou sem equipe. Cumpriu a missão e pagou o preço. 

Instragram: @reporteredilenelopes
Twitter: @reporteredilene

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