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Presidente do Senado se filia ao PSD, mas ainda não deve anunciar candidatura

27/10/2021 às 09:27
Presidente do Senado se filia ao PSD, mas ainda não deve anunciar candidatura

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM), se filia hoje ao PSD, mas certamente ainda não deve anunciar sua pré-candidatura à presidência da república. Pacheco tem adiado ao máximo esse assunto. A partir do momento em que se assumir pré-candidato, ele terá que lidar com o fato de ser tratado pela base de Bolsonaro como um adversário, o que pode gerar muito desgastes.

Enquanto Pacheco é cauteloso com o tema, seus aliados cuidam de lançá-lo candidato, como Gilberto Kassab fez sábado em evento no Rio. E assim vai sendo construído um campo para a oficialização da pré-candidatura. Vários mineiros também fazem esse movimento e participam hoje (27), aqui em Brasilia, do evento de filiação de Rodrigo Pacheco, que deixa o DEM, que vai se fundir ao PSL formando o União Brasil.

Presenças

Além de parlamentares federais mineiros de vários partidos, alguns políticos vieram de Belo Horizonte e de outros estados, especificamente para a filiação. É o caso do presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PV), que está aqui desde ontem (26), e do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que também virá prestigiar Pacheco.

Há uma união de muitos mineiros em torno do nome do presidente do Congresso, isso inclui parlamentares e prefeitos, afinal o último presidente do Senado por Minas foi o ex-governador Magalhães Pinto, na década de 70, há 50 anos. 

JK

O projeto do PSD para Pacheco é que ele seja candidato à presidência da república. O senador vem sendo comparado por correligionários a JK, por sua capacidade de diálogo, de construção de consenso e de realização. Não por um acaso, a filiação será no Memorial JK.

Atendendo a prefeitos

O PSD conseguiu o feito de ter todos os senadores de Minas filiados, o que faz com que a legenda atenda a muitos prefeitos no estado, que o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, construindo uma base forte para a campanha de Pacheco em 2022. 

Cabos eleitorais nos estados

A construção da base também ocorre no cenário nacional.  Se oficializar sua pré-candidatura, Pacheco terá como cabo eleitoral no Rio, que é prefeito Eduardo Paes (PSD). Em São Paulo terá Geraldo Alckmim (PSD) candidato ao governo. Em BH, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) pode ser candidato ao governo do estado e no Paraná tem o governador Ratinho Junior (PSD) que é candidato a reeleição.

A base está arrumada para quando Pacheco decidir oficializar. Eu diria que é uma sábia estratégia.

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