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Pacheco anuncia mudança de partido e vira alvo de pressão por parte do governo

25/10/2021 às 08:53
Pacheco anuncia mudança de partido e vira alvo de pressão por parte do governo

“Ele se lança presidente da República (...) se ele não avançar com as reformas como é que ele vai avançar com a candidatura dele?”, dispara Guedes.

Quanto mais se aproximar de concretizar sua pré-candidatura à presidência da República, mais o presidente do senado, Rodrigo Pacheco (DEM), sofrerá pressão do governo e de seus aliados. Isso porque, a partir do momento em que se coloca na disputa, mesmo que isso esteja separado do papel dele como comandante do Congresso, ele será considerado como adversário. 

E o tanto que a base governo bater em Pacheco é que será o termômetro para mostrar o quanto eles estão preocupados com a candidatura. 

Na sexta-feira passada Pacheco se pronunciou publicamente sobre sua saída do DEM, que se fundiu com o PSL para formar o União Brasil, e no sábado concedeu uma entrevista coletiva em um encontro do PSD, seu novo partido, no Rio de Janeiro.

Pressão por reformas

Nesse domingo, um dia depois, Pacheco foi citado pelo ministro da economia, Paulo Guedes, que disse que se Pacheco quiser emplacar sua candidatura terá que se empenhar no andamento das reformas. Ele se referiu a reforma do imposto de renda que já está no senado e a reforma administrativa que ainda está na Câmara e que está parada porque o governo não tem votos suficientes para aprová-la.

De acordo com Guedes, a reforma administrativa traz uma economia, nos próximos anos, de 300 bi para os cofres públicos. Ou seja, depois da polemica da extrapolação do teto de gastos, o governo não apenas vai tentar voltar a atenção para as reformas, como pode tentar responsabilizar o presidente do Congresso, caso elas não passem. Pacheco também é um defensor dessas reformas e sabe que a partir do momento em que se anunciar candidato, é guerra. Vai apanhar todo dia, colaborando ou não com o governo. 

Qualquer semelhança não é mera coincidência

A filiação dele está marcada para a próxima quarta-feira aqui em Brasilia, simbolicamente no Memorial JK, que é um museu em homenagem ao ex-presidente mineiro e idealizador de Brasilia Juscelino Kubistchek. Nesse caso, qualquer semelhança não é mera coincidência. Em entrevista a Itatiaia na semana passada, o presidente do PSD de Minas Gerais e secretário nacional do partido, Alexandre Silveira, que é braço direito de Pacheco no Congresso, comparou o presidente do senado a JK, e disse que ele representa o equilíbrio, a convergência, o diálogo e a realização. 

Consolidando o campo

Ainda não há data definida para o anuncio da candidatura. Em entrevista sábado, Pacheco afirmou que tem suas questões relacionadas ao congresso e que vai tratar sobre candidatura no momento certo. Enquanto isso, os apoios de políticos como Kassab e companhia vão consolidando um campo fértil para o momento em que Pacheco anunciar a decisão.

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