Edilene Lopes

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Novo se posiciona pelo impeachment de Bolsonaro; Zema evita entrar na polêmica 

05/07/2021 às 04:58

O Partido Novo aderiu, formalmente, ao pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. O entendimento do Novo Nacional é que o enfrentamento à pandemia, considerado ruim pela legenda, é motivo para um impeachment. O que todo mundo quer saber em Minas é qual o posicionamento do governador Romeu Zema sobre o assunto.  

O governador respeita o posicionamento do partido e reconhece a autonomia do Poder Legislativo Federal para discutir o tema. Para Zema, a prioridade no momento é a união em torno de pautas prioritárias para o país, como as reformas administrativa e tributária. Nesse sentido, embates políticos não podem ser priorizados em detrimento das demandas que viabilizem a solução de importantes problemas de Minas e do Brasil.

Sobrevivendo sem polêmicas 

O governador Romeu Zema, é sabido, não entra em polêmica contra o governo federal. Isso, do ponto de vista de estratégia política, é positivo para o governo. Quem vai brigar com o dono do cofre? 

Pilares para manter o governo de pé 

Três pilares são importantes para manter um governo estadual de pé: 

- Relação com a Assembleia – que em Minas é ruim. 

- Agenda administrativa - atração de investimentos, antecipação de indenizações judiciais e medidas de desburocratização e incentivo aos setores produtivos. O que o governo estadual tem feito. Dois dos principais problemas do governo anterior também foram amenizados: previsibilidade na escala de pagamento do servidor e acordo para pagamento dos atrasados com os municípios. 

- Relação com o governo federal: que é uma fonte importante de recursos. Liberação de obras, financiamentos pelo BNDES, liberação de verbas para ações no estado. No caso do Bolsonaro, ele ainda tem um eleitorado de direita, que também é parte do eleitorado de Zema, e com o qual é importante manter a popularidade e evitar a rejeição. 

Divergência 

Fato é que o posicionamento em relação ao governo federal é um dos pontos de divergência entre o Novo em Minas e o Novo Nacional, que é presidido por Eduardo Ribeiro, mas tem forte influência também do ex-presidente e fundador da legenda, João Amoedo. 

Zema sai do Novo? 

Uma outra pergunta que não quer calar é: com essas divergências, Romeu Zema sai do Partido Novo? O que os correligionários aqui no estado dizem é que não. Que Zema permanece na legenda e que está à procura de um vice de outro partido. Para que a coligação seja aprovada, ela precisa de autorização do Diretório Nacional.

Eleição casada

Alguns opositores de Zema afirmam que o desalinhamento do Novo com Bolsonaro poderia provocar um impacto negativo nas urnas, já que  - historicamente  - a eleição nacional e a estadual funcionam bem quando são casadas. Ou seja, ter um candidato à presidência apoiando ou alinhando com um ao governo estadual. A leitura de alguns é que com o Novo em oposição a Bolsonaro, Zema se sairia mal. Já Alexandre Kalil (PSD) poderia receber apoio, por exemplo, do ex-presidente Lula. O PT tem interesse em apoiar o prefeito, caso ele seja candidato ao governo, embora nos bastidores a informação é que há um receio em relação ao desgaste que pode ser transferido a Kalil por causa do apoio ao petista.

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