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MP pode responsabilizar outros servidores, além da cúpula, por fura-fila da vacina

Ministério Público deve ampliar o hall de punidos, alcançando outros servidores da pasta

A CPI dos Fura-filas pediu ao Ministério Público que responsabilize o ex-secretário Carlos Eduardo Amaral, o ex-adjunto Marcelo Cabral e o ex-chefe de gabinete João Pinho e Janaína Passos, subsecretária de Vigilância em Saúde por irregularidades na vacinação de servidores do administrativo estadual. O relatório aprovado pede que eles respondam por improbidade administrativa e peculato – que basicamente é desvio de bem público em benefício próprio ou de terceiros.

A denúncia segue para o Ministério Público que, conforme apuramos nos bastidores, deve ampliar o hall de punidos, alcançando outros servidores da pasta. 

Fato é que todos aqueles que viram que havia algo errado, poderiam ter impedido e não fizeram, devem responder por prevaricação, que é quando um funcionário público retarda ou deixa de praticar ato de ofício visando satisfazer interesse pessoal. 

Volta da torcida em estádios

A região do Vale do Aço será a primeira a ter torcidas em jogos no Brasil, mas não vai ser no próximo sábado (10) apesar de já ter aval do Estado.  A decisão sobre quando isso vai acontecer deve ser tomada a partir de uma reunião que o estado terá com a Federação Mineira de Futebol (FMF) nesta sexta-feira.

É importante deixar claro que a decisão sobre o retorno das torcidas aos estádios, que deve acontecer primeiro no Vale do Aço, não foi por causa de nenhum pedido específico.

Na verdade, o Vale do Aço – onde ficam as cidades de Timóteo, Ipatinga e Coronel - avançou para a Onda verde do Minas Consciente nessa quinta-feira (8). Desde de março, é a primeira região do estado a avançar para onda menos restritiva e é a única no momento.

O interessante é que lá fica uma das cidades onde mais houve flexibilização. Coronel Fabriciano, em 15 meses, fechou apenas 10 dias e o munícipio tem aulas presenciais há nove meses.

E tanto Fabriciano quanto Ipatinga entraram na onda roxa em março/abril porque as cidades eram obrigadas. 

Imunidade de rebanho?

Uma explicação possível é porque atingiram um percentual da imunidade de rebanho, porque muitas pessoas se contaminaram. Perguntei sobre isso ao prefeito de Fabriciano,  Marcus Vinicius Bizarro. Ele explicou, no entanto, que a situação do Vale do Aço é melhor que a de outras regiões porque, juntas, as cidades triplicaram o número de leitos, testaram muito, estão avançando na vacinação e Coronel Fabriciano foi pioneira na traqueostomia precoce, que de acordo com ele, reduz em 70% a mortalidade. 

Colhendo frutos do passado?

Embora o prefeito de Coronel Fabriciano e o atual prefeito de Ipatinga sejam adeptos da flexibilização, alguns moradores na cidade apontam que o resultado positivo de hoje é reflexo da política adotada pelo ex-prefeito de Ipatinga, Nardelyo Rocha (MDB), no ano passado. Ele perdeu a eleição, na avaliação de muitos – justamente, por causa das medidas restritivas. 

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