Edilene Lopes

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Metade da indenização não serve, diz ex-procurador de Justiça sobre acordo com a Vale

07/12/2020 às 05:32

O entrevistado do podcast Abrindo o Jogo desta segunda-feira (7) foi o ex-procurador-geral de Justiça Antônio Sérgio Tonet, que entregou o cargo de chefe do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na sexta-feira (4), quando terminou o segundo mandato.

A passagem de cargo não foi direta ao novo procurador-geral, Jarbas Soares Júnior, mas ao procurador mais antigo da instituição, Darcy Filho, que o repassará ao novo chefe do MPMG na sexta-feira (11). Tonet lamentou não fazer a passagem direta e disse que a escolha foi de Jarbas.

Ouça também: Abrindo o Jogo com Jarbas Soares Júnior

Climão

Nos bastidores, a informação é que a decisão de fazer duas cerimônias gerou um climão e que até interlocutores do Governo de Minas tentaram minimizar o constrangimento, sem sucesso. 

Balanço

Em entrevista ao Abrindo o Jogo, Tonet fez um balanço dos quatro anos à frente da instituição. Ele falou sobre valorização das mulheres no Ministério Público, diálogo com movimentos sociais, informatização, renovação, economia, atuação na pandemia, na greve dos caminhoneiros e na minimização da crise financeira do estado, sobre a lei que permitiu a promotores concorrem ao cargo procurador-geral de Justiça e sobre futuro. Tonet não pretende se aposentar agora e, no Ministério Público, afirma que permanecerá na oposição. 

Acordo com a Vale

Sobre o acordo para a antecipar a indenização da mineradora Vale em relação o rompimento da barragem em Brumadinho, Tonet espera que ele seja fechado próxima quarta-feira (9). E foi enfático: o valor de R$ 26 bilhões, que circulou nos bastidores, não serve. A quantia pedida inicialmente pelas instituições que processaram a empresa foi R$ 54 bilhões. 

Pandemia e volta às aulas 

Chegamos a dezembro e nada de aulas presenciais, nem no estado e nem no município. Ao que parece, atividades in loco só no ano que vem. O estado preparou um protocolo e anunciou a liberação, mas o retorno foi impedido na Justiça.

Em BH, o município não ofertou aulas online, não retomou as presenciais na rede pública e nem autorizou a volta nas particulares. A questão na capital também foi judicializada.

Nesta segunda-feira, a cidade amanheceu com outdoors nas principais avenidas, com as escolas particulares, muitas em situação financeira difícil, cobrando o retorno das aulas presenciais.

Lembrando que alunos da rede particular estão tendo aulas online e os pais continuam pagando mensalidades. Nas escolas infantis particulares, muitos pais permanecem pagando as escolas, mesmo sem atividades pela internet.

No Brasil, desde 2016 os pais são obrigados a manterem as crianças matriculadas em escolas a partir dos quatro anos de idade e a garantirem a frequência. Caso contrário, podem responder à justiça, serem acompanhados pelo Conselho Tutelar e até terem a criança retirada e encaminhada a uma família substituta, em casos extremos. 

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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