Edilene Lopes

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Mesmo sem ter nome lançado para presidência, Pacheco incomoda base de Bolsonaro

20/09/2021 às 11:10

Parte da base do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem se posicionando, abertamente, contra o presidente do senado, Rodrigo Pacheco (DEM), pelo menos, desde junho. Essa postura ficou clara quando Bolsonaro vetou o projeto que incluía mais de 80 municípios mineiros na região da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste e que vinha sendo defendida pelo senado (SUDENE).

A base de Bolsonaro afirmou que o veto não era retaliação ao protagonismo de Pacheco e que o veto foi uma orientação técnica do Ministério da Economia. No entanto, apoiadores do presidente criticaram Pacheco e chegaram a dizer que ele estava tentando alçar voos mais altos para concorrer a presidência da república. 

Desde então, políticos mais próximos de Pacheco, vem afirmando que ele vem sendo alvo do chamado “gabinete do ódio”, com áudios e vídeos de críticas a ele e apoio ao presidente.

Pressão

A base de Bolsonaro também vem pressionando e fazendo muitas cobranças a Pacheco. Antes da derrubada da MP 1045, que foi apelidada de minirreforma trabalhista. O  ministro do trabalho e previdência, Onyx Lorenzoni, por exemplo, cobrou publicamente que o presidente do senado colocasse o assunto em pauta. 

O senador também foi cobrado em relação ao pedido de impeachment contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que ele rejeitou. E em relação a MP que tratava da manutenção de postagens polemicas na internet, que foi apelidada de “MP das Fake News”. 

Apoio de Bolsonaro e do PT

Eleito presidente do senado com apoio de Bolsonaro, mas também de partidos de esquerda, Pacheco se posicionou, no primeiro semestre, contra a criação da CPI da Covid, mas nunca interferiu nos trabalhos. Assim como nunca se posicionou contra a indicação de André Mendonça, feita por Bolsonaro para a vaga do STF, mas também afirmou que não pode interferir nos trabalhos da Comissão de Constituição e Justiça, responsável por dar andamento ao processo. Essa postura faz com que Pacheco seja muito respeitado pelos pares no senado e também pelo judiciário. No entanto, a base do presidente tem se irritado com essa postura. 

Aclamado para terceira via

O nome de Pacheco como terceira via, aqui em Brasília, é tido como uma possibilidade real, e aglutina partidos políticos que buscam a terceira, apesar de alguns integrantes do PP e do Republicanos, por exemplo, terem dito que ele perdeu o timing, que já deveria ter se colocado claramente na disputa. Já o DEM, que é o partido Pacheco, que vai se fundir com PSL, mesmo que senador vá para o PSD, deve firmar apoio a ele em 2022.

Mesmo com um percentual pequeno de intenção de votos nas pesquisas, na última pesquisa Data Folha ele apareceu com 1%, Pacheco incomoda a base do presidente.

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