Edilene Lopes

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Líder de governo na Assembleia deve ser do bloco governista

24/06/2020 às 05:40

O líder de governo na Assembleia Legislativa será anunciado nos próximos dias e deve ser um deputado da base governista. Apesar de ter sido cogitada a possibilidade de ser um nome de um dos dois grupos independentes da Casa, o Executivo teria decidido que a melhor escolha é alguém do próprio bloco.

Sem líder

O Governo de Minas está sem líder no Legislativo desde 17 de março, quando o deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB) deixou o cargo. O motivo seria uma crise iniciada com a saída do ex-secretário de estado Governo, o deputado federal Bilac Pinto (DEM), que deixou o posto após o governador Romeu Zema (Novo) vetar parcialmente a recomposição salarial para servidores da segurança pública.

A questão foi negociada com a categoria, enviada para a Assembleia em projeto de lei feito pelo governo, aprovada pela Casa, mas parcialmente vetada pelo próprio governador, que alegou impossibilidade financeira de cumprir o compromisso. Ao deixar o Executivo, Bilac divulgou nota afirmando que, mesmo entendendo as razoes para o veto, não tinha condições de continuar conduzindo as negociações com o Parlamento.

Na semana seguinte, Luiz Humberto Carneiro também deixou a liderança de governo, mas não alegou ser por motivo de crise. Em posicionamento oficial, o tucano agradeceu ao Executivo pela confiança, lembrando que 100% dos projetos do governo analisados pelo plenário foram aprovados. “Saio da liderança de Governo e assumo, novamente, meu lugar de soldado fiel na permanente busca dos mais altos interesses dos mineiros. Nosso governador e nosso Estado poderão sempre contar comigo”, afirmou à época.

No mesmo dia, a base tinha feito uma reunião de três horas e também divulgou nota explicitando que representantes dos cinco partidos do bloco levaram reclamações e necessidades de ajustes junto ao governo estadual, em particular uma busca por mais abertura ao diálogo. No entanto, o comunicado ressaltava que o grupo não hesitaria em se posicionar a favor de Minas em temas fundamentais e urgentes, como a aprovação da reforma da Previdência, a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal e a venda da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

A hora chegou. Com necessidade de encontrar alguém que defenda a reforma da Previdência, entregue pelo à Casa na sexta-feira (19 e que já causa muita polêmica, é da base que o governo deve escolher o nome fiel.

Hipótese descartada

Em março, um dos parágrafos da nota do bloco governista, que aparentava estar em crise com Zema, dizia: “Em nome da tão necessária governabilidade, entendemos que este é o momento do governo ter todo o espaço e liberdade para buscar a ampliação da sua base no Parlamento. O caminho sempre esteve, está e continuará aberto”, dando a entender que era uma oportunidade de a equipe de Zema escolher um líder de um dos blocos independentes, convertendo um grupo de possível oposição em grupo de apoio. A Casa tem um bloco oposicionista, um de governo e dois chamados independentes.

“De cair da cadeira”

Apesar de durante esta semana terem sido ventilados os nomes dos deputados Cássio Soares (PSD), que lidera um dos blocos independentes, e Tadeu Martins (MDB), a hipótese de um líder fora do bloco governista foi descartada, de acordo com informações de fontes ligadas ao governo. O único nome da base que circulou até agora foi o de Roberto Andrade (Avante), defensor ferrenho do governo Zema, mas fontes da coluna afirmam que o escolhido surpreenderá a todos, “é de cair da cadeira”.

Como regra básica, o líder de governo tem que reunir no mínimo duas características: excelente relação com os colegas e boa relação com a Mesa Diretora, além de fidelidade ao governo. Segundo alguns parlamentares, o nome ideal seria o do líder do bloco governista, Gustavo Valadares (PSDB), mas os próprios colegas também têm interesse de que ele permaneça na posição atual, já que representa bem o grupo. 

Reforma fatiada

Mesmo com um bom defensor, o governo não conseguirá votar a reforma da Previdência da forma como ela foi enviada. O projeto deve ser fatiado, segundo deputados de todos os blocos. A proposta começa a ser analisada nesta quinta-feira (25) na Comissão de Constituição e Justiça e é lá que ela deve ter as principais alterações. 

PM de olho as máscaras

A partir desta quarta-feira, a Polícia Militar (PM) começa a fiscalizar nos 853 municípios mineiros o uso de máscaras, obrigatório em todo o estado. A fiscalização é educativa, e não punitiva. Por isso, o trabalho da polícia será apenas de orientação. Nas cidades que têm legislação específica, com previsão de multa, o poder público local está fiscalizando e punindo, mas a PM também fará o trabalho de orientar.

Em Belo Horizonte, o projeto de lei que prevê multa para quem não usar o equipamento foi aprovado em primeiro turno na Câmara Municipal, mas precisa da votação em segundo turno e da sanção. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou na sexta-feira passada (19) que a PM faria a fiscalização educativa, que começou nessa terça (23). 

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

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