Edilene Lopes

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Impasse entre governo e ALMG, indiciamento de Renan Calheiros e voto impresso por amostragem

05/07/2021 às 10:33

Mesmo sem conversa entre governo e Assembleia, o projeto que destrava os R$ 11 bilhões da Vale deve ser votado até o dia 19. Em relação à transferência direta, a Assembleia ganhou a queda de braço e vai aprovar até o final da semana uma emenda à constituição que autoriza o repasse SEM convênio que o governo defendia. Como o governo afirma que mesmo assim a prestação de contas precisa ser adequada ao que prevê o acordo judicial - para que o governador depois não seja processado ou punido pelo uso que os prefeitos vão fazer do dinheiro - nesta segunda-feira à tarde, Zema se reúne com as outras partes do acordo e deve construir um Termo de Ajustamento ao que foi fechado na Justiça. Cada um adotou uma solução e, ao que parece, mesmo que de forma separada, todos os problemas serão resolvidos.

Indiciamento de Renan Calheiros é visto como resposta do governo à CPI da Covid

Apesar de o tom de embate estar subindo entre senadores e o governo, a CPI da Covid continua a todo vapor no senado. O indiciamento do relator da CPI, Renan Calheiros, pela Polícia Federal - acusado de receber propina de R$ 1 milhão da Odebrecht - é visto - em Brasília - como uma reposta do governo federal ao desgaste gerado pela CPI da Covid. A denúncia é de 2012, mas o indiciamento veio só agora - quase 10 anos depois. O senado terá uma semana agitada, além da CPI da Covid - os senadores vão sabatinar várias autoridades indicadas por Bolsonaro para ocupar cargos públicos: como ministro do Superior Tribunal Militar e embaixadores. A princípio não há indicação polêmica.

Base governo pode aceitar voto impresso por amostragem, desde que todas as regiões estejam contempladas 

O relatório do voto impresso será apresentado hoje na Comissão Especial. O Relator Felipe Barros (PSL - PR) deve apresentar proposta de 100% voto impresso. O custo é de R$ 2,5 bilhões segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A base aceita que seja um percentual, mínimo 20%, com representatividade em todas as regiões. O deputado federal Aécio Neves (PSDB), que perdeu a eleição para Dilma Rousseff (PT), defende amostragem de 3%, o que a base de governo acha tímida. Protestos pelo voto impresso serão realizados no dia 7 de setembro em todo Brasil.

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