Edilene Lopes

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Veto a projeto que beneficia Minas põe parte do congresso em rota de colisão com o Planalto

Há quem afirme que a briga possa ter elos com a corrida eleitoral em 2022

23/06/2021 às 04:50

O veto da presidência da República ao projeto de lei complementar que inclui cerca de 80 municípios de Minas Gerais na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) está provocando revolta em políticos mineiros e a bancada aqui do estado já se prepara para tentar derrubar o veto do presidente do Congresso.

A Sudene foi criada para promover o desenvolvimento regional e reduzir as desigualdades, dando aos municípios nela incluídos acesso a fundos especiais, como Fundos Constitucionais de Financiamento e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste - FDNE) para investimento em infraestrutura, serviços públicos e em empreendimentos produtivos com grande porte. Dentre os municípios contemplados estão cidades que seriam incluídas: Governador Valadares, Malacacheta, Santa Rita de Minas, Mutum e Serra Azul de Minas. 

O veto, segundo a base do presidente Jair Bolsonaro, foi a pedido do ministro da economia Paulo Guedes. Segundo o Ministério da Economia, a proposta ampliaria as despesas da Sudene e os incentivos fiscais sem apresentar estimativas de impacto orçamentário-financeiro ou medidas de compensação, como determina a legislação.

O senador Carlos Viana (PSD), que foi relator da proposta, tuitou que a o veto gerou crise de confiança entre o Palácio do Planalto e o senador. O senador Antônio Anastásia (PSD) classificou como surpreendente o veto ao projeto que beneficiaria toda a região do Vale do Rio Doce.

Os deputados federais mineiros do PSDB, Paulo Abi-Ackel, Aécio Neves e Rodrigo de Castro já se reuniram para definir estratégias de derrubada do veto. 

Aqui da capital, o presidente da Assembleia Agostinho Patrus (PV) e o prefeito Alexandre kalil (PSD) também lamentaram veto e demonstraram apoio a Pacheco nas redes. 

Muitos correligionários do presidente da República, nos bastidores, negam que o presidente possa estar incomodado com políticos mineiros temendo que um nome de terceira via, aqui de Minas, se apresente como candidato à presidência em 2022. À coluna Em Cima do Fato, o deputado federal Cabo Junio Amaral (PSL) afirmou que a decisão técnica foi no Ministério da Economia e disse que ele como parlamentar achou “infeliz o posicionamento do presidente do senado que quer descolar sua imagem da do governo para alçar voos mais altos”, segundo o deputado.

Tipo pelos pares como bem relacionado, apaziguador e com muito trânsito entre as diversas colorações partidárias, sempre que perguntado sobre eleições, sobre candidatura ao governo de Minas e a presidente da República, Pacheco afirma que não se permite discutir eleições neste momento porque agora é hora de resolver as questões atuais do Brasil e do povo brasileiro. 

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