Edilene Lopes

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Governo quer adiantamento de recursos do BNDES pela Codemig antes da autorização pra privatizar 100%

28/10/2020 às 01:35

O governo de Minas não só pretende vender a Codemig para o governo federal, como quer um adiantamento antes mesmo que a Assembleia autorize a privatização de 100%. Hoje, o governo do estado tem autorização do Legislativo para vender 49% da Companhia de Desenvolvimento do Estado, como foi aprovado pela casa ainda no governo de Fernando Pimentel (PT). No entanto, segundo fontes ligadas ao executivo, ninguém quer ser dono de quase metade de uma empresa em que o poder público é sócio majoritário, ficando com 51%. Por esse motivo, segundo fontes ligadas ao Executivo, o valor da venda de 49% não compensaria e poderia render aos cofres públicos apenas cerca de R$ 5 bilhões (mesmo valor que a venda de recebíveis de 12 anos de exploração de Nióbio), enquanto o total renderia, no mínimo quatro vezes mais. 

A operação com o governo federal, da venda da "Galinha dos ovos de ouro", que é dona e administradora de uma das maiores minas de Nióbio do Brasil e do mundo, seria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Conforme nós já informamos em primeira mão aqui na coluna Em Cima do Fato, o governo já iniciou o estudo de desestatização da Codemig e tem a empresa como a primeira da fila de privatização.

Mas o BNDES compraria 100%? 

Há fontes do executivo que afirmam que o BNDES compraria 100% e outras que afirmam que não, que o BNDES ficaria apenas com 30% e o estado, por enquanto, com 70%, que seriam vendidos a privados posteriormente. 

Reação da Assembleia 

Na Assembleia, parlamentares afirmam que não há clima para aprovação da privatização da Codemig porque a casa foi pressionada a aprovar a operação do Nióbio com a promessa de que ela seria feita em duas semanas e ela nunca saiu do papel. Por isso, o governo não estaria com credibilidade para que o projeto de privatização da Codemig fosse aprovado.  O raciocínio de alguns deputados vai de encontro ao que dizem as fontes do governo que afirmam que o BNDES ficaria com apenas 30%. Para algumas fontes na assembleia, o governo quer vender até 25% para o BNDES e o resto para a iniciativa privada e para a própria empresa que hoje explora o Nióbio com o governo em Araxá.  

Difícil, mas não impossível 

Dentro da própria base do governo, há parlamentares que acreditam que seja possível passar, mas só no ano que vem, ainda no primeiro trimestre. Uma elemento a mais nesse processo, será a guerra de discursos, já que a base de Zema, que era a oposição de Pimentel se posicionou contra a privatização de 49% da Codemig no governo passado.

Resposta oficial do governo 

Procurado para falar sobre o assunto, o secretário de governo Igor Eto, disse à coluna Em Cima do Fato, que a privatização da Codemig está entre as prioridades. 

Pergunta que não quer calar

Será que o governo vai condicionar o cumprimento de algum compromisso financeiro à privatização da Codemig?  Na época da aprovação do operação do Nióbio, uma das justificativas para a urgência era o pagamento do decimo terceiro salário. 

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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