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Governo esperava rejeição de impeachment de Moraes, assim como espera aprovação de Mendonça pro STF

A rejeição do pedido de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, já era esperada. O presidente do senado, Rodrigo Pacheco, já havia dado sinais de que rejeitaria o pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro.

A justificativa técnica é de que não há justa causa para abertura do pedido de impedimento e a justificativa política e a justificativa política é que a negativa do pedido é uma oportunidade de reestabelecer as relações entre os poderes. 

André Mendonça e Aras

Na briga entre executivo e judiciário, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM), não que colocar lenha na fogueira e continua insistindo na reunião entre os presidentes dos três poderes. Como gesto de boa vontade, ele foi até a sabatina de Augusto Aras, que foi reconduzido à Procuradoria Geral da República, cumprimentá-lo.

Ainda falta a confirmação do nome de André Mendonça, indicado para uma vaga no STF. A marcação da sabatina e da votação está nas mãos de Davi Alcolumbre (DEM), que é presidente da CCJ e é quem coloca ou não o assunto na pauta da Comissão. Pacheco já disse que não vai interferir.

Jogo complexo

A política é um jogo complexo. Se o presidente Jair Bolsonaro avança em direção ao confronto com o legislativo e o judiciário, que por ora estão unidos, a definição da situação de André Mendonça pode ser postergada. 

Momentaneamente, o presidente da república recuou e desistiu do pedido de impeachment contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Roberto Barroso, o que também é uma bandeira branca.  Nos bastidores, aqui em Brasília, isso foi um alivio para ministros que fazem a negociação política, já que eles passam o tempo todo apagando incêndio.

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