Edilene Lopes

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Governo de Minas fica sem o comando das seis principais comissões da Assembleia

05/03/2021 às 05:19

Trata-se de fake news um áudio de Whatsapp que circula desde segunda-feira (1) e em que é dito que todo o estado de Minas entrará em lockdown na semana que vem, que Belo Horizonte vai fechar e que o senador Antonio Anastasia (PSD) deixará o Senado para assumir uma vaga em algum tribunal, como o Superior Tribunal de Justiça ou Tribunal de Contas da União.

O áudio mentiroso também informa que Alexandre Silveira (PSD), atual presidente estadual do partido e suplente de Anastasia, assumiria a vaga no Senado até 2022. Silveira e Anastasia desmentiram. O senador disse que não se reuniu com ninguém para tratar dos assuntos referidos na mensagem.

O áudio também fala que o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e o prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), reuniriam-se para fazer as pazes para resolver os problemas da pandemia; afirma, ainda, que novas cepas do coronavírus têm circulado em Minas e traz uma série de outras informações improcedentes.

Como toda fake news que pega, essa traz assuntos que interessam, que poderiam até ser verdade e que afetariam a vida de muita gente. Além disso, traz algo que impressiona. Por isso viraliza. 

Principais comissões

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) programou e cumpriu. Elegeu de uma só vez a presidência das 22 comissões da Casa. E, como previsto, as principais comissões ficaram com o Blocão, união dos dois blocos independentes e que, por ser o maior, teve prioridade na escolha de seis comissões temáticas. As principais ficaram fora das mãos do Governo de Minas. Isso significa que, para tramitar e aprovar seus projetos prioritários, o governo terá que negociar muito.

A Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante, ficou com Sávio Souza Cruz (MDB); a de Administração Pública, com João Magalhães (MDB); a Fiscalização Financeira e Orçamentária, com Hely Tarquínio (PV); a de Saúde, com João Vítor Xavier (Cidadania); a de Educação, com Beatriz Cerqueira (PT); e a de Segurança Pública, com Sargento Rodrigues (PTB).

'Passo em falso'

Na Assembleia, muitos atribuem a perda de influência e de comando de comissões na Casa a um “passo em falso” dado pelo governo para aumentar a base tentando atrair membros dos blocos independentes. Os dois blocos optaram por se unir.

O governo já se posicionou sobre isso. Afirma que está satisfeito com a ampliação do próprio bloco, que passou de 17 para 21 deputados, e que a relação com a ALMG está cada dia melhor.

Fato é que com as comissões na mão do superbloco independente, que tem 39 dos 77 deputados, o governo terá que negociar bastante para aprovar as propostas mais polêmicas.

Outra dificuldade do momento para o governo é que propostas que são prioritárias, como a adesão ao acordo de recuperação fiscal e o projeto que autoriza a execução de obras com recursos da mineradora Vale (pelo ressarcimento do rompimento em Brumadinho), ficarão parados por um tempo. Isso porque a partir de segunda que vem o trabalho das comissões da Assembleia está suspenso, devido ao avanço da pandemia. Outras medidas restritivas serão adotadas. 

ABC da Política

As definições das palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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