Edilene Lopes

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Governador anuncia salário e abono fardamento

20/05/2020 às 04:46

O Governo de Minas divulgou na manhã desta terça-feira a escala de pagamento dos servidores públicos. A decisão foi tomada após a antecipação de R$ 1 bilhão de indenização pelo rompimento da barragem em Brumadinho, informação que a Itatiaia antecipou nessa terça-feira (19).

O anúncio foi feito apesar de o governador Romeu Zema (Novo) ter afirmado antes que o depósito para o funcionalismo dependia das reuniões com os chefes de outros Poderes e com o presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (21).

A primeira parcela so salário será de R$ 2 mil e cairá na conta dos trabalhadores nesta sexta-feira (22); a segunda, com o restante do valor, no dia 27.

Segundo o governador, os servidores da segurança receberão neste mês o auxílio fardamento (equivalente a 40% do salário de um soldado de primeira classe), pago uma vez por ano, sempre em maio.

Conforme a Itatiaia noticiou nessa terça-feira, o 13º salário do ano passado já está na conta dos servidores que ainda não haviam recebido (17% deles).

Sanção com contrapartidas

Em entrevista à Itatiaia nesta quarta-feira, Zema disse que aguarda a contribuição de outros Poderes e que é injusto apenas o servidor do Executivo receber o salário atrasado e parcelado. Será realizada na tarde desta quinta-feira a reunião entre ele, o presidente da Assembleia Legislativa, o presidente do Tribunal de Justiça e os chefes de instituições, como o Ministério Público, que têm orçamentos independentes.

Pela manhã, Zema e outros governadores se reunirão com Bolsonaro. O governador de Minas acredita que o presidente anunciará a sanção do Plano Mansueto, que vai repor as perdas de ICMS, mas exigirá a contrapartida de congelamento de salários do funcionalismo, com a qual Zema concorda. 

Reabertura das escolas

À Itatiaia, Zema afirmou que “muito dificilmente” atividades com aglomerações, como aulas e jogos de futebol com torcida, voltarão a ser realizadas neste ano em Minas. Ele condicionou o retorno à existência de uma vacina e afirmou que qualquer previsão de data de é prematura. O governador disse que algo como reunir mil pessoas em um local “é como espalhar veneno”. Zema também declarou que, se não houver uma forma de fazer o Enem sem provocar aglomeração, ele é a favor do adiamento das provas.

Com a repercussão da entrevista, à tarde o governador falou sobre o assunto no Twitter: 

Reunião com prefeitos da RMBH

Ainda na manhã desta quarta-feira, pela primeira vez, desde o início da pandemia, o governador se reuniu presencialmente com os prefeitos da Região Metropolitana. A reunião foi a portas fechadas, mas a Itatiaia apurou que o encontro teve tom político e que prefeitos reclamaram que têm gastado dinheiro sozinhos, enquanto o estado recebe ajuda da iniciativa privada.

Abriu mão de recurso

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse a Zema que abre mão do dinheiro que estado pode destinar aos municípios para o combate ao novo coronavírus, para que ele seja destinados a cidades mais necessitadas e elas também possam atender os próprios pacientes.

100% frustrado

O prefeito de Contagem, Alex de Freitas (sem partido), que também participou do encontro, disse à Itatiaia ter entrado na reunião com poucas expectativas e saído 100% frustrado, pois avalia como tardia a tentativa do estado de coordenar as ações de combate à covid-19 na Grande BH. Segundo Alex, o único ponto positivo do que foi dito pelo governo foi o fato de a estimativa do número de casos para ao pico da curva estar reduzida.

Cemitérios e UTIS

À Itatiaia, Zema afirmou que o prefeito de Betim, Vittorio Mediolli (PSD), é um exemplo, pela criação de mais de 200 leitos e pela reabertura gradativa do comércio, e que em Belo Horizonte ele viu atividades sendo fechadas e “mais preocupação com cemitério do que com as UTIs, que salvam vidas”. Conforme o governador, 90% das cidades ou mais já tiveram boa parte das atividades econômicas retomadas e os casos não saíram de controle.

Abrindo o Jogo

A ministra da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, Damares Alves, concedeu entrevista à Itatiaia e falou sobre temas como a proposta do agravamento de pena para líderes religiosos que estuprarem crianças e adolescentes e sobre o novo aplicativo Disque 100, que possibilita anexar fotos e vídeos das denúncias.

Ela contou o caso de abuso sexual que sofreu quando criança, que chegou a fazê-la pensar em se matar, história que a pastora relatou em outras ocasiões e que ficou famosa pela parte em que ela diz ter subido em uma goiabeira para suicidar e ter visto Jesus.

Damares se emocionou várias vezes durante a entrevista, mas terminou animada, dizendo que pretende ficar no governo enquanto Bolsonaro for presidente e que depois se dedicará a planos pessoais, como, quem sabe, arrumar um namorado. A ministra também disse que é fã da Itatiaia. A íntegra está no no podcast Abrindo o Jogo.

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