Edilene Lopes

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Galinha dos ovos de ouro socorre o governo mais uma vez, mas permanece na mira da privatização 

25/08/2020 às 05:09
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A galinha dos ovos de ouro do estado acaba de ajudar o governo mais uma vez. No entanto, se tudo seguir de acordo com os planos do executivo, na próxima gestão ela não existirá para prestar esse socorro. O governador anunciou, nesta terça-feira, oito obras viárias em todo o estado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), estatal que pertence ao governo federal, e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), estatal que pertence ao governo de Minas e que está na lista das privatizações. 

Depois de publicar um acordo de cooperação técnica para diagnóstico, precificação e elaboração de proposta de desestatização de ativos da MGS, em julho, o governo publicou no Diário Oficial do Estado, embora tenha passado despercebido pra muitos, o extrato de um acordo de cooperação técnica para privatização da Codemge. Assinaram o acordo, válido por dois anos, os responsáveis pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da companhia em questão. 

Procurada pela coluna Em Cima do Fato, a assessoria de comunicação da pasta respondeu que é a fase inicial do processo de desestatização, para que o Estado possa estudar a viabilidade econômica de eventual desestatização. A Codemge não se posicionou.

Mina de Nióbio 

Com potencial atrativo para o mercado, não é de hoje que a privatização da Codemig vem sendo cogitada pelo estado. A movimentação começou no governo passado, quando Fernando Pimentel conseguiu dividir a empresa em duas: Codemig e Codemge e conseguiu autorização da assembleia para vender 49% da segunda. Um dos eixos de atuação da Codemig é na área da mineração e a empresa é dona de uma das maiores Minas de Nióbio do mundo em Araxá, no sul de Minas. 

Operação salvadora

É do Nióbio que o governo pretende retirar recursos que podem ajudar a amenizar a crise financeira do estado. O plano é antecipar a venda de 12 anos de exploração no Nióbio, metal raro e promissor para soluções em tecnologia, o que renderia aos cofres públicos até 5 bilhões de reais, valor considerado irrisório por muitos, já é equivalente a apenas dois meses de pagamento para os servidores e seria um valor inferior ao que o governo lucraria se mantivesse a operação com o estado. 

Dobradinha BNDES e CODEMGE

Depois que a operação deu errado no mercado financeiro, a esperança do governo de Minas é que o governo federal, através do BNDES, compre os recebíveis do Nióbio.

Autorização para privatizar tudo 

Enquanto isso, os planos de privatização da Codemig/Codemge seguem firmes. Já autorizado a vender 49% o governo já enviou para a Assembleia e lá permanece parado o projeto para vender 100% da companhia.  É importante lembrar que tucanos e outros deputados que fazem parte da base de Romeu Zema, no governo passado, se posicionaram contra a privatização da companhia, afirmando que o petista não tinha um plano definido para o valor arrecadado.

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

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