Edilene Lopes

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Futebol em MG só após pico de covid-19

01/05/2020 às 04:33

O retorno de partidas de futebol, mesmo assim com portões fechados, só deve ser possível após a primeira semana de junho – sem data definida –, quando passar o pico de casos de covid-19 em Minas.

Mas também dependerá de protocolos que são elaborados e da situação da pandemia no momento, segundo o presidente da Federação Mineira de Futebol, Adriano Aro, que se reuniu nessa quinta-feira (30) com o governador, Romeu Zema (Novo). Ele estava acompanhado do irmão, o deputado federal Marcelo Aro (Progressistas) e do pai, o deputado estadual Zé Guilherme (Progressistas).

Segundo o presidente da FMF, pelos dados do governo, que no momento prevê o pico da curva para 3 de junho, é praticamente impossível o retorno das partidas em maio. De acordo com ele, os primeiros jogos a serem retomados devem ser os de futebol profissional, que terão condições de testar e monitorar os jogares e funcionários.

Na reunião com o governador, ficou definido que a federação criará uma comissão médica, com representantes dos clubes e a Secretaria de Estado de Saúde, para elaboração de um protocolo a ser adotado no retorno das atividades.

Para o futebol amador e os demais esportes, como o vôlei, que têm partidas em ambientes fechados, o retorno deve ser posterior. Presidente da Comissão de Esportes da Assembleia Legislativa, Zé Guilherme solicitou ao governo estadual um protocolo para o retorno seguro dessas atividades. 

De 21 em 21 dias

Após aderir aos protocolos sanitários de reabertura do comércio, cada cidade mineira poderá mudar de onda de 21 dias em 21 dias, se a situação em relação à pandemia estiver estável no município. Também será analisada a situação de cada microrregião. A informação é do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, que também se reuniu com Zema nessa quinta-feira.

O Programa Minas Consciente prevê quatro ondas: a verde (Onda Um) permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais; a branca (Onda Dois) permite as atividades de baixo risco; a amarela (Onda Três) para atividades econômicas de médio risco; e a vermelha (Onda Quatro) autoriza a retomada de atividades de alto risco de contágio de covid-19. Até o momento, Minas publicou apenas os protocolos da onda verde no site www.mg.gov.br/minasconsciente.

Pagando em dia 

Apesar da grave crise financeira no estado, o governo estadual tem cumprido o acordo judicial para pagar repasses atrasados de ICMS, IPVA e Fundeb, principalmente da gestão anterior, no valor de R$ 7 bilhões. Nessa quinta-feira, o Governo de Minas depositou a quarta de 30 parcelas para as prefeituras. As três primeiras foram referentes à gestão atual. A quarta é a primeira relacionada a dívidas de administrações anteriores. O repasse semanal de ICMS também tem sido feito em dia, mas a queda no valor está em torno de 40%, de acordo com o presidente da AMM.

70 cidades em calamidade 

Setenta cidades mineiras já tiveram o decreto de calamidade reconhecido pela Assembleia Legislativa, sendo que 55 deles foram aprovados nessa quinta-feira, contemplando regiões de todos os deputados da Casa.

Região Central: Abaeté, Belo Horizonte, Caeté, Ibirité, Itabira, Itaguara, Jaboticatubas, João Monlevade, Lagoa Santa, Mário Campos, Matozinhos, Morro da Garça, Nazareno, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, São João Del-Rei e São José da Lapa;

Centro-Oeste: Arcos, Bom Despacho, Campo Belo, Itapecerica, Nova Serrana e São Gotardo;

Vales do Jequitinhonha e do Mucuri: Almenara, Nanuque, Novo Cruzeiro e Teófilo Otoni;

Zona da Mata: Bicas, Goianá, Manhuaçu, Pirapetinga, Porto Firme e Viçosa;

Norte de Minas: Espinosa, Montes Claros, Monte Azul e São Francisco;

Vale do Rio Doce: Governador Valadares e Santana do Paraíso;

Sul de Minas: Alfenas, Cambuí, Cambuquira, Carmo da Cachoeira, Extrema, Guaranésia, Itajubá, Itanhandu, Santos Dumont e São Sebastião do Paraíso

Triângulo Mineiro: Araguari, Centralina e Conceição das Alagoas;

Alto Paranaíba: Campos Altos, Coromandel e Serra do Salitre.

Já tinham sido aprovados anteriormente o decreto de calamidade para Contagem, Coronel Fabriciano, Lavras, Juiz de Fora, Timóteo, Ipatinga, Pará de Minas, Uberlândia, Sarzedo, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Patrocínio, Sabará e Uberaba. 

ABC da política 

Calamidade pública: situação anormal que compromete seriamente a capacidade de ação por parte do poder público. É determinada por decreto e permite ações emergenciais, como contratação de pessoal e compras sem licitação. No entanto, para que o Executivo fique dispensado de cumprir regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, como alterar despesas com pessoal, contrair empréstimo e atrasar pagamento de despesas legais, o decreto precisa ser aprovado pelo Legislativo.

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