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Estado deve assinar nesta quarta acordo com as prefeituras para obras de chuvas

O Governo de Minas deve assinar, nesta quarta-feira (12), acordo com as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem para realização de obras para conter enchentes. Informação em primeira mão. O valor previsto é de R$ 298 milhões.

A princípio, serão R$ 98 milhões para Contagem e R$ 62 milhões para Belo Horizonte. Os valores ainda estão sujeitos à confirmação de orçamentos. Os recursos são para realização das obras dos córregos Ferrugem e Riacho das Pedras, que fazem parte da mesma bacia.

Cada cidade vai investir os recursos em seus municípios e o estado vai ficar com a construção das habitações populares para a população que vive no aluguel social desde 2009. Amanhã também o estado deve entregar, em Contagem, uma escola infantil e um centro de saúde, que estavam com obras paradas desde 2016.

Precisa passar pela Assembleia

O acordo será assinado amanhã, mas as obras só podem sair do papel se o projeto do acordo feito com a Vale (em função do rompimento em Brumadinho), que está na Assembleia Legislativa, for votado. E tudo vai depender da relação do governador Romeu Zema (Novo) com a Assembleia, que não anda muito boa. 

“Azedou a relação”

Parlamentares que conversaram com a coluna Em Cima do Fato disseram que estava tudo encaminhado para a votação do projeto “Recomeça Minas”, que é de autoria do presidente do parlamento, deputado Agostinho Patrus (PV), e dos demais deputados e, na sequência, seria votado o projeto do acordo com a Vale.

No entanto, de acordo com eles, duas atitudes do governador Romeu Zema “azedaram” ainda mais a relação: a crítica que ele fez a alguns parlamentares (sem citar nomes), dizendo que o setor público não precisa de mercenários e o post que fez nas redes sociais dizendo que o estado ia pagar auxílio de R$ 500 aos mais carentes.

Ao falar do auxílio, o governador se referia ao “Força família”, criado dentro do projeto “Recomeça Minas”, de autoria dos deputados. Em resposta, o presidente da Assembleia postou, também nas redes sociais, que se apropriar indevidamente de uma inciativa, sem consentimento, é crime.

“Força Família”

Depois da briga, o projeto de lei terminou de tramitar e o auxílio, que deve ser pago em parcela única até 1º de agosto, recebeu acréscimo de R$ 100, e passou a ser de R$ 600. O governador tem até o dia 21 pra sancionar. Apesar de estar dentro do prazo, alguns parlamentares avaliam que Zema está demorando e que não faz “nenhum gesto para ser amistoso com a Casa.”

Sobre o prazo de pagamento, fontes ligadas ao governo acreditam que o benefício seja pago apenas no fim do prazo – já que o Auxilio Emergencial do governo federal termina em julho e o programa de refinanciamento de dívidas, que será fonte para o pagamento, vai demorar a arrecadar a quantia necessária.

De toda forma, mesmo que a previsão seja para agosto, como tem feito com as parcelas do salário e décimo terceiro, o governo dá uma previsão pior, mas acaba antecipando – o que tona o ato bem visto. Para ver o que vai acontecer com o Força Família, temos que aguardar!

Trecho da entrevista

“Muitos lá ainda pensam mais no 'o que eu ganho com isso' do que 'o que é bom para Minas Gerais'. Isso faz com que tudo fique mais difícil. Nós precisamos desse espírito de doação no setor público. Da mesma forma que muitas pessoas vão trabalhar em organizações sociais, em ONGs, até sem remuneração. O setor público precisa mais desse espírito de voluntário, e não de mercenários. E infelizmente, muitas vezes esse é o tipo de pessoa que o procura”.

Post do governador

Resposta do presidente da Assembleia ao post

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