Edilene Lopes

Coluna da Edilene Lopes

Veja todas as colunas

Escala de pagamento, congelamento de salários e mais um capítulo de Kalil x Zema 

06/05/2020 às 06:18

O governo de Minas anunciou a escala de pagamento para parte do funcionalismo público estadual nesta quarta-feira. Os servidores da saúde e segurança pública vão receber o salário integral no dia 15 deste mês, sexta-feira da semana que vem, 13º dia útil de maio. Para os demais servidores, ainda não há previsão. A informação foi adiantada pela reportagem da Itatiaia.  

De acordo com o governo, o pagamento será possível nesta data após grande esforço do estado no fluxo de caixa para conseguir o recurso necessário que contemple os profissionais da linha de frente do combate ao coronavírus nos 853 municípios mineiros. O governo informou ainda que a quitação do salário de todo o funcionalismo é prioridade, mas a situação financeira do estado tem se deteriorado gravemente em razão da pandemia e, por isto, ainda não é possível anunciar uma data para os demais servidores. 

Para o mês de maio, segundo nota oficial, a estimativa é que haja uma queda de R$ 2,2 bilhões na arrecadação. O estado segue acompanhando o desempenho das contas públicas e anunciará a escala assim que possível.

Plano Mansueto 

A grande esperança do estado é a aprovação do Plano Mansueto, que deve ser votado novamente no senado, nesta quarta-feira, depois de ter sido alterado na Câmara.  

Segundo o deputado federal Rogerio Correia (PT), foi acrescentada uma emenda que exclui do congelamento de salários a assistência social, limpeza urbana e trabalhadores da educação. De acordo com ele, esses estão mais expostos à doença.  A expectativa do petista é que emenda seja aprovada.

Conforme já informamos, o projeto prevê que o governo federal ajude os estados, recompondo perdas de ICMS, por exemplo, mas exige congelamento dos valores de vencimentos dos servidores.  

Romeu Zema disse nesta quarta em entrevista, na TV Alterosa, que, mesmo sendo uma ajuda importante, os R$ 3 bilhões que devem vir da União em quatro parcelas, de R$ 750 milhões cada uma, ainda são insuficientes diante dos R$ 7,5 bilhões de queda na arrecadação até o fim do ano. 

“Gabinete do ódio” x “Muita falação”

Ainda durante a entrevista na TV Alterosa, Zema repercutiu a declaração do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), sobre a existência de um gabinete do ódio montado contra ele no governo de Minas e de que há uma ameaça constante de não pagamento de repasses estaduais para o município. Respondendo ao prefeito, Zema anunciou que faria um hospital de campanha, que até agora não apareceu nenhum leito e que parece que está havendo “muita falação e pouca ação”. Ele frisou que prefere gente que faz como ele (governador): “fala pouco e faz muito”. 

Nos bastidores, a entrevista também repercutiu. Aliados do prefeito Alexandre Kalil reafirmam que o hospital de campanha no Mineirão só não foi feito, como Kalil já chegou a dizer em entrevista coletiva, porque teria havia um pedido para que o governo ficasse com o mérito político da iniciativa, o que o estado nega. Apoiadores de Kalil ainda listaram que a prefeitura montou centros de atendimentos especializados para a covid-19 em UPAS, inaugurou atendimento online em parceria com a Unimed, distribuiu mais de 250 mil cestas básicas, comprou dois milhões de máscaras para distribuir para a população e ainda fez decreto de isolamento antes do governo do estado, colocando Belo Horizonte com uma das capitais protagonistas no combate à pandemia.  

De acordo com dados da prefeitura, a capital mineira tem 738 leitos exclusivos para Covid. 

Esclarecimentos da Cemig 

Nesta tarde, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, chamado a prestar esclarecimentos sobre denúncias de aumento no valor de contas de luz residenciais e comerciais, respondeu a perguntas de deputados na Assembleia Legislativa. Ele disse que não houve aumento de conta em abril, que a companhia está investindo na rede de distribuição para melhorar o serviço e voltou a defender a privatização da companhia. 

Sobre as ações de combate à covid-19, o presidente afirmou que 80% dos funcionários administrativos estão em home office, que os trabalhadores operacionais passam por medição de temperatura todos os dias e que, até o momento, dois colaboradores tiveram a doença: um terceirizado no sul de Minas e outro em Brasília.

ABC da política 

Fluxo de caixa - entrada e saída de recursos financeiros de um caixa em um determinado período de tempo. O acompanhamento da movimentação é feito por meio de planilhas que organizam os dados para que o gestor possa saber como administrar as quantias.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Operações foram interrompidas devido às fortes chuvas que atingiram o Estado nas últimas semanas

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Órgão fiscaliza a conduta abusiva de farmácias e laboratórios que, pela disparada da procura, aumentaram de maneira exagerada os preços dos testes

    Acessar Link