Edilene Lopes

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Entidades querem compromisso de candidatos com o incentivo à leitura

13/11/2020 às 05:39

No período eleitoral, entidades da sociedade civil organizada, como associações, federações, coletivos e Organizações Não Governamentais (ONGS), de forma geral, entregam diagnósticos e listas de reivindicações de determinados setores para candidatos a cargos do Executivo (prefeitos, governadores e presidentes). É uma forma de tentar conseguir um compromisso da parte desses postulantes com questões coletivas consideradas importantes por diversos seguimentos da sociedade. 

Acompanhamos na Itatiaia, nesta eleição municipal, manifestos entregues por defensores da Primeira Infância é Prioridade Absoluta, diagnósticos e soluções apresentados por pesquisadores que defendem mobilidade/transporte sustentável e por entidades que representam o setor de tecnologia. Agora, o setor de instituições ligadas ao mercado da leitura/livro também distribuem um documento a mais de 100 candidatos a prefeito nas capitais brasileiras.

A “Agenda do Livro – carta compromisso aos candidatos às prefeituras 2021-2024”, assinada pela Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional, Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional dos Editores de Livros, defende que investir em programas e políticas públicas que garantam o direito à leitura e o acesso ao livro pode ser uma das principais estratégias da gestão municipal para a transformação social e educacional.

Reivindicações:

1 – Ampliação e melhoria da rede de bibliotecas municipais e bibliotecas escolares do município, além de atualização dos acervos – Investir em tecnologia, contratação e formação de profissionais qualificados e atualização de acervos para atender a atividades de promoção da leitura

2 – Formação de mediadores de leitura – Treinar professores, bibliotecários e agentes de leitura para as escolas municipais e para as bibliotecas municipais, escolares e comunitárias. 

3 – Apoio a eventos literários, saraus e feiras de livros – Esses eventos movimentam a economia local do setor livreiro (editoras, distribuidoras e livrarias), valorizam autores locais e promovem turismo cultural das cidades vizinhas.

4 – Políticas de incentivo à abertura e manutenção de livrarias – Segundo a Retratos da Leitura, para 41% dos entrevistados a livraria física é a principal forma de acesso aos livros. A pesquisa também informa que 47 milhões de brasileiros são compradores de livros, sendo que 27 milhões pertencem às classes C, D e E. Nas classes A e B, apesar de ter maior percentual de compradores e leitores, são 17 milhões de brasileiros.

5 – Implantação de Planos Municipais do Livro e Leitura – Os Planos orientam e possibilitam a coordenação das ações e dos investimentos, definindo objetivos, atividades e responsabilidades; cria instâncias de decisão, participação da comunidade e parcerias. Ao planejar e definir recursos, metas e resultados esperados, permite visibilidade e divulgação sobre as conquistas e as ações exitosas.

O documento está disponível aqui.

Quanto pesa seu voto? 

A apresentação desses documentos é uma forma também de aumentar o peso do voto. Quando nós votamos, normalmente, queremos nos sentir representados e que os eleitos por nós deem atenção ao que nos importa. Votar não é só ir às urnas. Escolher um representante é apresentar propostas a ele, é cobrar prestação de contas do serviço feito por ele e incentivá-lo a discutir os temas que importam. 

Os grandes empresários fazem isso o tempo inteiro junto aos políticos, desde a doação de campanha até a apresentação de propostas que podem virar projeto de lei. É o chamado lobby, tentativa de exercer influência, que é regulamentado nos Estados Unidos e no Brasil ainda não, embora ocorra cotidianamente. Para quem ainda não ouviu, deixo o link na coluna para Abrindo o Jogo com Carolina Venuto, presidente da entidade conhecida como Associação Brasileira do Lobby. É uma entrevista esclarecedora.

Outro Abrindo o Jogo que eu indico nesta sexta-feira é com Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro, que fala sobre possibilidade de taxação que pode aumentar o preço do produto, o que ele espera que não aconteça.

Como estamos na semana das eleições, o ABC da Política é especial. A dica do dia é: o primeiro turno das eleições está marcado para o próximo domingo (15), e o segundo, nas cidades em que ocorrer, será no dia 29 deste mês, mas quais são as condições para que haja segundo turno?

O segundo turno só acontece quando o candidato mais votado não obtém mais da metade dos votos válidos, ou seja, de todos os votos descontando os brancos e nulos. No entanto, a regra não vale para todos os municípios, apenas para as cidades com mais de 200 mil eleitores. Aqui em Minas Gerais apenas nove cidades estão aptas a ter segundo turno: Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Montes Claros, Betim, Uberaba, Ribeirão das Neves e Governador Valadares. Os detalhes do ABC da Política estão no Instagram @reporteredilenelopes.

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