Edilene Lopes

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Entenda a polêmica que torna a aprovação de André Mendonça para o STF cada dia mais difícil

13/10/2021 às 09:33

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre, de acordo com as informações de bastidores, é contrário à indicação de André Mendonça, para ocupar uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a relação do senador com o presidente da República não é das melhores desde o fim do mandato dele como presidente do senado, que terminou em fevereiro.

Uma guerra por recursos do orçamento para emendas de senadores foi um dos componentes que azedou essa relação. Um suposta falta de empenho do senador em tentar barrar a CPI da Covid também seria um outro elemento. E ainda tem o posicionamento de parte do DEM, que se fundiu ao PSL, que discorda da forma como Bolsonaro tem governado e quer apoiar uma terceira via para 2022.

A estratégia de Alcolumbre é segurar a votação dessa indicação até que ela caduque ou até que Bolsonaro desista. O presidente já sinalizou que não vai desistir e Alcolumbre já disse que pode segurar até 2023 para que o próximo presidente da república, seja ele quem for, faça a indicação.

Troco na mesma moeda

O senador age no limite do que permite a constituição, embora seja prerrogativa dele, essa uma atitude que pode afetar ainda mais o equilíbrio entre os poderes. Não colocar uma indicação em votação é raro, mas aconteceu Barack Obama com um ministro indicado por Barack Obama (EUA), no último mandato dele. Como o presidente da república, em vários momentos, dentre eles quando fez pedido de impeachment contra um ministro do STF, tencionou essa relação entre os poderes, ele tem recebido o troco na mesma moeda, o que é péssimo para democracia.

Terrivelmente evangélico

Aliás, a indicação de um candidato terrivelmente evangélico, para defender pautas mais conservadoras no STF, afastou ainda mais Bolsonaro do eleitorado católico e ele chegou a ser vaiado ontem (12) em Aparecida do Norte. A tentativa do presidente de se comunicar para a fora da bolha parece não estar funcionado tanto. E a ampliação do eleitorado é extremamente necessária para que ele chegue competitivo a 2022. Além da vaia de fieis, teve o sermão do arcebispo de Aparecida que deu o recado de que “pátria amada não pode ser pátria armada”.

Disputa por católicos

Além de Bolsonaro, outro presidenciável, certamente, vai buscar essa parcela do eleitorado. O ex-presidente Lula já sinalizou que vai conversar com a igreja católica e, nos bastidores, fala-se que na visita dele a Minas Gerais, que deve ocorrer neste ou no próximo mês, ele pretende se encontrar com o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

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