Edilene Lopes

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Preocupado com votação da RRF e cobiçado para compor chapa eleitoral, Zema visita Brasília

Enquanto isso, senador que tem nome citado para posições na chapa estará nesta sexta (11) em BH

11/02/2022 às 08:29

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais vai inaugurar um escritório em Brasília na próxima quarta-feira (16). O evento vai contar com a presença de várias autoridades, dentre elas o governador Romeu Zema (Novo), que tenta manter uma relação de proximidade com o chefe do judiciário, já que a relação com a Assembleia, desde o início, vai mal.

RRF

O principal embate do governador com o legislativo, no momento, é em relação a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que tramita em urgência. Para Zema, a adesão à RRF controlaria as contas públicas visto que, inicialmente, as parcelas da dívida do Estado com a União, serão reduzidas a 11% do valor mensal que seria cobrando atualmente, caso as mensalidades não estivessem suspensas por força de liminares que podem cair a qualquer momento.

No entanto, embora pareça que a briga pela RRF é só entre governo e assembleia, ela envolve também o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o Ministério Público, que temem o engessamento de seus orçamentos com a aprovação da lei. As duas instituições têm forte poder de pressão sobre o legislativo que, comumente, não se opõe a propostas de interesse nem do TJ e nem do MP.

Senador e Conselheiro em Minas

Por falar em Tribunal de Justiça e Ministério Público, o novo senador por Minas Gerais, Alexandre Silveira (PSD), e o novo ministro do Tribunal de Contas União, Antonio Anastasia, visitam nesta sexta-feira (11) o presidente Tribunal de Justiça do Estado, Gilson Soares Lemes, e presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Agostinho Patrus (PV).  As visitas serão 10h30 e 12h.

Alexandre Silveira é um nome, que para apoiadores, seria ideal para concorrer ao senado na chapa do governador Romeu Zema, o que levaria o PSD abortar a ideia de ter o prefeito Alexandre Kalil (PSD) como candidato ao governo do Estado. Nesse caso, para concorrer à vaga, o prefeito de Belo Horizonte poderia, por exemplo, ir para o PSB. A conversa que começou com a possibilidade de Alexandre para o senado na chapa de Zema se desdobra com alguns apoiadores defendendo a ideia de que ele seja vice-governador de Romeu Zema, o que ainda é incipiente e nem é tratado pelas partes. Há grande resistência de alguns militantes do Novo com candidatos a vice que sejam políticos tradicionais. A leitura é de que eles não combinam com os princípios do partido e que podem representar uma “ameaça” a projetos do Novo. Teoria que dá mais chances a Mateus Simões como vice e sucessor de Zema.

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