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Enfim, um Plano Metropolitano de combate à covid

Os prefeitos de BH, Contagem, Betim e Nova Lima apareceram juntos, nesta segunda-feira, para anunciar ações coletivas de combate à covid-19. O prefeito de Nova Lima, Vitor Penido (DEM), presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH (Granbel), falou pelos prefeitos dos 30 municípios da ausentes. 

No dia 3 de abril, há 24 dias, aqui na coluna em Cima do Fato, nós sugerimos a criação de um plano metropolitano de combate à covid19. Procuramos a Granbel para saber se havia alguma articulação sobre isso e também o governo do estado, que respondeu que a Agência Metropolitana, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, estava em contato com os prefeitos da RMBH, mas de lá para cá nada específico foi anunciado para a região.

Finalmente os prefeitos se reuniram e, quatro deles, concederam coletiva dizendo que vão se alinhar. Nos bastidores, conversei com alguns que disseram que esperaram a condução do estado e, como ela não veio, decidiram reunir para alinhar o que chamam de família metropolitana.

Termômetro 

O grupo de técnicos da prefeitura, montado para avaliar critérios de flexibilização, vai criar um termômetro para medir a crise. Os indicadores serão compartilhados com as cidades da RMBH que quiserem aderir.  Tambem deve haver uma reunião remota semanal envolvendo prefeitos e as equipes.

Pelo que apurei, a administração de BH deve pensar em divulgar medidas para flexibilizar o isolamento entre os dias 20 e dia 30 de maio data que, oficialmente, a prefeitura não confirma. Belo Horizonte vai aguardar antes, os impactos da flexibilização nos municípios do interior do estado que começam a adotar os protocolos sanitários do estado nesta semana. Os impactos são previstos para alcançar a capital, inclusive em ocupação de leitos, para os próximos 15 ou 20 dias. 

Alfinetada 

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil também respondeu à alfinetada que levou do governador Romeu Zema semana passada, em entrevista exclusiva à Itatiaia. Zema disse que os 7 mil respiradores que BH ia adquirir deveriam estar em algum almoxarifado já que não apareceram. Kalil afirmou que nunca disse que compraria 7 mil respiradores, mas afirmou que a cidade teria capacidade de colocar 7 mil pessoas em respiradores e não que teria essa quantidade de equipamentos. 

Sobre a carreata de apoio a Bolsonaro, nesse domingo, Kalil respondeu que infelizmente não viu as ovadas que os manifestantes tomaram e que devia ter visto e afirmou ainda que quem tem medo de buzina é cachorro distraído e não o prefeito da capital. 

Âmbito estadual

Em âmbito estadual, o secretário de saúde vai mais uma vez à Assembleia Legislativa de Minas nesta semana falar sobre os protocolos de reabertura do comércio que começam a ser publicados hoje para os municípios.

Já secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Cassio Azevedo, adiantou à reportagem da Itatiaia que Minas estuda flexibilizar o horário comercial no estado e também o uso do transporte coletivo no horário de pico. Sobre a abertura das academias, que não é citada nem na onda vermelha, ele afirma que é um caso especifico, de alto risco, porque o vírus fixa no metal e a rotatividade de pessoas em equipamentos é grande. 

E hoje, finalmente, o estado anunciou como deve pagar o Bolsa Merenda, no valor de R$ 50, destinado apenas aos estudantes da Rede Estadual que estão abaixo da linha da pobreza, com renda per capita inferior a R$ 89 por pessoa da família. 

Decreto de calamidade

A Assembleia Legislativa, que já aprovou decreto de calamidade para 15 municípios, votará o de Belo Horizonte nesta semana. A medida possibilita, por exemplo, compras sem licitação para combate à pandemia. 

Foram aprovados decretos para Contagem, Coronel Fabriciano, Lavras, Juiz de Fora, Timóteo, Ipatinga, Pará de Minas, Uberlândia, Sarzedo e Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Patrocínio, Sabará e Uberaba.

Crise de confiança

E um assunto nacional, ainda repercutindo a saída de Sergio Moro e a escolha do novo ministro e do novo diretor da Policia Federal. Depois que Moro acusou Bolsonaro de tentar intervir politicamente na composição da corporação e ter acesso privilegiado às investigações, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal divulgou carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro apontando “crise de confiança” na indicação do novo diretor-geral da corporação. Os delegados cobram do presidente compromisso com a autonomia da instituição.

Sobre esse assunto, teremos uma live hoje, às 21h, no Instagram da Itatiaia com Bruno Zampier, mestre e doutorando em Direito, Delegado de Polícia Federal e professor. Não perca!