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Empresas de ônibus metropolitanos querem reajuste de 41% no contrato

As empresas de ônibus estão, de fato, no foco das polêmicas. Depois da troca de comando na BHTrans e da investigação do Ministério Público de Contas sobre uma antecipação de recursos do contrato para cobrir prejuízos da pandemia, agora mais novidade.

Em primeiríssima mão: as empresas de transporte metropolitano apontaram necessidade de aumento de 41,16%. A coluna recebeu a informação e o estado confirmou que o pedido desse acréscimo foi feito para a tarifa. A alegação é de prejuízos provocados pela redução da demanda durante a pandemia e de aumento, na casa dos 6%, de insumos que compõem a estrutura dos custos.

Segundo as empresas, não estão nos cálculos de custos a obrigatoriedade de contratação de aprendizes, as medidas de prevenção sanitária para combate ao novo coronavírus e despesas de ações jurídicas por danos morais e trabalhistas.

O sindicato das empresas nega que tenha pedido tal reajuste na tarifa e afirma que solicitou apenas a recomposição da inflação de 6,29%. Segundo a entidade, o restante das perdas precisa ser pago, mas não pelo usuário. Todos os detalhes serão veiculados no Jornal da Itatiaia Noite.

Valores atuais

Ao todo, 232 linhas de transporte metropolitano têm passagem no valor de R$ 5,60, 35 linhas têm tarifa de R$ 3,80 e a linha Betim/Aeroporto de Confins, via Aeroporto da Pampulha, tem bilhete a R$ 51,25. No último reajuste, de 4,49%, em dezembro de 2019, as empresas informaram que na composição do preço adotado estavam os custos variáveis, que incluem combustível, lubrificantes, peças e acessórios (representando 41,49%) e os custos fixos, como despesas de pessoal de operação, depreciação do veículo, custo do sistema de bilhetagem eletrônica, entre outros (representando 40,05%).

Situação de BH 

Na capital mineira, o Ministério Público de Contas (MPC) investigada um acordo firmado entre a prefeitura e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), que, a princípio, prevê a antecipação semanal de até R$ 4 milhões para amenizar prejuízos causados pela pandemia. Por causa do escândalo, o vereador Gabriel Azevedo (Patriota) fala em CPI da BHTrans, como informamos nessa segunda-feira (4). O presidente da BHTrans foi substituído.

O novo presidente

Saiu Célio Bouzada e entrou Diogo Prosdocimi, que desde 2019 coordenava o programa de concessões e parcerias público-privadas na PBH Ativos. Ele foi subsecretário nos governos de Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho em Minas, de 2011 a 2014, e no governo de Romeu Zema, em 2019, tendo atuado na regulação e gestão de contratos de ônibus e táxi da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.