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Discurso de Bolsonaro terá impacto no mercado financeiro e relações internacionais

O presidente Jair Bolsonaro já adiantou alguns dos assuntos sobre os quais ele vai falar no discurso da Assembleia Geral da ONU. O Brasil tradicionalmente é o primeiro país a discursar.  O que presidente disser terá impacto imediato na Bolsa de valores e no mercado financeiro.

E como ministro do trabalho e previdência, Onyx Lorenzoni, disse em entrevista à Itatiaia, o brasileiro come em dólar e abastece também, porque os preços de commodities e de combustiveis são cotados em dólar, então a expectativa é que o presidente faça um discurso moderado porque estamos todos preocupados com o preço da comida e da gasolina no Brasil.  

Apesar de todos os problemas que tivemos para que a vacinação emplacasse no Brasil, agora que ela avança, o presidente, certamente, destacará esse ponto. Há uma dúvida também sobre se ele vai ler ou improvisar.
 

Evento

Uma coisa é fato, a passagem de Bolsonaro por Nova York está sendo um evento: andou a pé pelas ruas da cidade, comeu pizza na calçada, não entrou em restaurantes porque é exigido cartão de vacinação e ele afirma que não vacinou, foi criticado pelo prefeito de Nova York que disse que ele não era bem-vindo porque não tomou a vacina e encontrou com apoiadores, mas também com opositores – que Bolsonaro chamou de meia dúzia de acéfalos.

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, ficou bravo e mostrou o dedo do meio pros manifestantes, o que é considerado um gesto obsceno. O filho do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), que sempre acompanha o pai, foi vaiado na loja da apple. 

Capítulo à parte 

Aliás, a questão da vacinação, rendeu um capítulo à parte, porque Boris Johnson, primeiro ministro do Reino Unido, fez a pergunta que os outros líderes mundiais queriam fazer: se Bolsonaro tinha sido vacinado e o presidente respondeu que não. Foi criticado por isso, mas foi coerente, porque afinal nunca defendeu a obrigatoriedade da vacina e nem falou que ia tomá-la.
 

Repercussões

Agora, a postura pessoal do presidente, que como líder, tem seguidores, tem um impacto coletivo grande e a questão da não-vacinação é mal vista, de forma geral, no mundo inteiro.  Tudo que o presidente diz ou faz nessa viagem, afeta o mercado financeiro e as relações internacionais no Brasil

Instagram: @reporteredilenelopes
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