Edilene Lopes

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Desativação do Hospital de Campanha está nos planos do governo 

17/08/2020 às 03:47

O governo de Minas anunciou nesta segunda-feira que os profissionais contratados para trabalhar no Hospital de Campanha, montado no Expominas, no bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte, serão redistribuídos para os hospitais João XXIII, Eduardo de Menezes, Galba Veloso e Julia Kubistchek, todos da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Rede Fhemig). Isso significa que o Hospital de Campanha não é mais necessário? A princípio, a leitura do estado, para o momento, de acordo com as informações de bastidores, que a coluna Em cima do fato apurou é esta, mas a estrutura será mantida por mais alguns dias ou semanas, até que os dados mostrem que o Hospital de Campanha, de fato, não será mais necessário.  Ele foi inaugurado em meados de julho, começou a funcionar dois dias antes da data prevista para o pico da curva, que era dia 15 do mês passado, mas nunca recebeu nenhum paciente e, de lá pra cá, segundo o estado, a demanda por leitos diminuiu e há uma estabilização do número de casos e da taxa de infecção. 

900 mortos por dia 

De acordo com o governo do Minas, o Hospital de Campanha, como o próprio nome diz, remete à uma estrutura montada em situação de guerra e foi previsto em meados de março, quando começou a pandemia e quando o pico inicial era previsto pra 7 de abril. O hospital foi desenhado para o pior cenário da crise, a fase 5, quando o número previsto de óbitos, e essa é uma informação exclusiva aqui da coluna Em Cima do Fato, seria de 900 por dia. Paralela à construção do hospital, dentre outras medidas, o executivo trabalhou na expansão do número de leitos e em estratégias de isolamento que pudessem adiar o pico da curva, que acabou, de fato ocorrendo em julho, mas sem uma subida brusca e com uma estabilização prolongada, o chamado platô.  Em março, segundo o governo, Minas tinha cerca de 2 mil leitos de UTI e hoje tem 3.800; os de enfermaria subiram de 11 para 20 mil. 

Destinação da estrutura 

A destinação da estrutura com 768 leitos, 740 de enfermaria e 28 de estabilização, ainda está sendo discutida pelo governo e, segundo fontes do executivo, uma decisão definitiva só será tomada, quando os números da doença, de fato, começarem cair e não houver risco de uma reviravolta. Os profissionais que estavam disponíveis para atender nos 30 leitos que foram ativados haviam sido realocados da estrutura da PM ou selecionados em chamamentos da FHEMIG e, segundo o governo, já sabiam que se não fossem para o Hospital de Campanha, poderiam ser destinados como reforço para outra estrutura. 

Tretas entre PBH e Governo de Minas 

A primeira possibilidade de destinação cogitada foi ceder a estrutura para a Prefeitura de Belo Horizonte para que ela pudesse oferecer local de isolamento para moradores de vilas e favelas ou em situação de rua que não têm condições de isolamento ou porque moram em um espaço muito pequeno com um número grande de pessoas ou porque não têm casa. A proposta foi levada à prefeitura pelo Ministério Público, que está conversando com o governo de Minas sobre a viabilidade e destinação do hospital, e a resposta segundo o executivo estadual foi negativa. Lembrando que as brigas, entre governo de Minas e PBH por causa de hospital de campanha são antigas. 

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.
 

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