Edilene Lopes

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Opositores vão tentar desgastar governo federal com denúncias de corrupção na Saúde

Deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirma que várias bombas vão explodir

13/07/2021 às 09:27

Ou presidente Jair Bolsonaro mostra publicamente e oficialmente que determinou a investigação assim que recebeu a denúncia de irregularidades na compra da Covaxin ou terá que arcar com as responsabilidades.

Nessa segunda-feira (12), no programa Roda Viva, na TV Cultura, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) reafirmou que levou a denúncia para o presidente junto com o irmão, chefe de importação do Ministério da Saúde. O fato novo é que o parlamentar leu mensagens de WhatsApp que trocou com o ajudante de ordem de Bolsonaro, um militar assistente.

Foi com esse militar que o deputado falou que existia irregularidade. A partir disso, marcou a reunião com o presidente. Depois do encontro, cobrou providência, e o militar disse que relembraria Bolsonaro.

Ao escrever o verbo relembrar, o ajudante de ordem – segundo Miranda – prova que Bolsonaro sabia. Ainda há um suposto áudio dessa reunião, que o irmão do parlamentar teria gravado, mas que é como cabeça de bacalhau: dizem que existe, mas ninguém nunca viu.

O quê está em jogo

Se ficar provado que o presidente não tomou providência depois de receber a denúncia, ele poderá responder por prevaricação, que é quando um funcionário público retarda ou deixa de praticar ato de ofício. Alguns especialistas entendem que, para fins legais, Bolsonaro ocupa uma posição de servidor público e que prevaricação pode ser considerada crime de responsabilidade. E crime de responsabilidade pode motivar impeachment.

Sem impeachment

Dissemos na coluna nessa segunda-feira que dificilmente o presidente sofrerá impeachment. Bolsonaro é forte, e um impedimento provocaria um caos no Brasil. O que opositores tentarão é enfraquecê-lo até 2022.

No Roda Viva, Luis Miranda jogou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello no fogo e disse que ele foi pressionado a se corromper, não quis e, por isso, foi tirado do governo. Afirmou ainda que o ministro tem muita coisa a dizer e terá a oportunidade de falar se for reconvocado pela CPI da Covid.

Recado claro

O recado é claro: mesmo que não atinjam Bolsonaro diretamente, opositores tentarão desgastar o governo, batendo na tecla de escândalos de corrupção, como já fizeram com gestões anteriores. E vão pegar justamente a área mais sensível do governo na pandemia, o Ministério da Saúde.

O deputado ainda aproveitou e levantou uma nova bandeira política. Como o irmão dele é um servidor denunciante, ele (que já foi apoiador do presidente) está se posicionado contra a reforma administrativa proposta pelo governo federal e defendendo a estabilidade dos servidores.

Minas

Aqui no estado, o projeto do acordo com a Vale será votado nesta terça-feira (13) na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa. Ainda há pendências a serem resolvidas. O texto precisa ser alterado com a transferência direta de recursos para os municípios sendo discriminada como específica, o que era um ponto de impasse entre a Assembleia e o governo estadual. Algumas fontes ainda estão como São Tomé, aguardam o “ver pra crer”.

Instagram: @reporteredilenelopes

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