Edilene Lopes

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Depois de polêmicas em manifestação pró-Bolsonaro, deputado pode ser punido pelo Partido Novo

06/05/2021 às 04:30

A confusão na manifestação pró-Bolsonaro no sábado, em Belo Horizonte, não para de render e agora chegou no Diretório Nacional do Partido Novo que pode punir o deputado Bartô. Durante o protesto, o morador de um prédio na avenida Afonso Pena foi preso, apontado por manifestantes como sendo responsável por arremessar ovo em quem participava da manifestação.

A prisão, sem prova técnica, como um vídeo, por exemplo, comprovando que o rapaz teria arremessado o ovo gerou questionamentos. Outro ponto de polêmica é o fato de ele ter sido preso dentro de casa e sem mandado judicial para a ação. A prisão foi apontada como arbitrária por colegas do rapaz e entidades de direitos humanos e o Ministério Público vai investigar o caso.

O deputado estadual , Cristiano Silveira (PT), e o federal, Rogério Correia (PT), apresentaram requerimentos nas Comissões de Direitos Humanos das casas legislativas solicitando audiência pública e pedidos de informações a autoridades, como a Polícia Militar. O deputado Bartô (Novo), que estava no protesto, e é uma das testemunhas contra o rapaz, chegou a entrar no prédio e acompanhou o ocorrido.   

Versão do deputado

Ele disse à coluna que sociedade caiu em uma retórica que o acusa de abuso de poder contra quem pensa diferente só pelo fato de ele ser um deputado, mesmo ele não se identificando como tal pela polícia. O deputado afirma que havia um crime ocorrendo, que o suspeito foi identificado e que ele estava apenas ajudando a corrigir a situação apoiando a testemunha, que não se identificou. 

Punição: “incompatível”

O Diretório Nacional do Partido Novo postou hoje, em sua conta no Twitter, que a atitude de Bartô, deputado estadual de Minas Gerais, é vergonhosa e completamente incompatível com a de um servidor público, especialmente do Novo, partido que foi fundado para transformar o Brasil em um país admirável.

O Diretório Nacional informou que já tomou as medidas cabíveis junto à Comissão de Ética Partidária para punir adequadamente o ato, que classificou como “deplorável”, desrespeitando o Estado de Direito, a Constituição e o Estatuto do Novo. O conteúdo também foi enviado em nota para a coluna Em Cima do Fato.  

A legenda não respondeu se poderá expulsar o parlamentar mineiro. Nos bastidores, aliados e críticos de Bartô acreditam que essa seja uma possibilidade. Esta não é a primeira vez que a atitude do deputado incomoda internamente. Críticas à secretária de Educação de Minas e à projetos do governo, constantemente, causam indisposição.

E por falar em Novo, durante a entrevista coletiva de hoje, o prefeito Alexandre Kalil, antes de listar as medidas tomadas durante a pandemia, disse que Belo Horizonte “não faz ondas” e que não “coloriu Belo Horizonte” e listou os resultados. A fala foi uma alfinetada clara no programa Minas Consciente, do governador Romeu Zema (Novo).  

E por falar em Zema, hoje ele esteve em agenda na UFMG com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, inaugurando um anexo do Departamento de Química da universidade. Sempre próximo do governo federal, Zema tuitou depois do encontro que pediu a aceleração do início da vacinação dos professores. 

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