Edilene Lopes

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Depois de Eduardo Paes e Rodrigo Maia, especulação é se Rodrigo Pacheco também pode ir para o PSD

19/05/2021 às 04:30

Os bastidores da política mineira não saem do noticiário nacional. A conversa mais recente é a de que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que é presidente do Democratas (Dem) em Minas Gerais, poderia deixar a legenda e ir para o PSD, de Alexandre Kalil, Carlos Viana e Antônio Anastasia.

A resposta do entorno de Pacheco é que, no momento, essa possibilidade é totalmente descartada, até porque a janela partidária para a mudança de sigla, sem prejuízos (como perda do mandato), é em março do ano que vem.

Do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes e o ex-presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, vão sair do DEM e se filiar ao PSD, o que já foi anunciado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. 

É preciso pontuar, ainda, que qualquer mudança de nomes fortes e nacionais nas legendas vai depender de estratégias para as disputas nos estados em 2022, da situação econômica do país e dos desgastes e resultados da CPI da covid-19 – que pode desidratar o governo, mas também respingar em outras peças do jogo. 

O PSD já é um partido com muitos expoentes em Minas, dentre eles dois senadores (Viana e Anastasia), além do prefeito de BH e do deputado federal Diego Andrade. Será que cabe tanto cacique junto assim? Será que a mexida em uma peça do tabuleiro depende da alteração em outra também? Ou será que o PSD planeja se tornar o partido de Centro mais forte do Brasil?

Certo é que muita água vai rolar nos próximos meses. E a disputa pelo Governo de Minas, que, por enquanto, teria Alexandre Kalil (PSD) e Romeu Zema (Novo), estará no centro das decisões. 

Será que teremos um ministro mineiro?

Com mais uma polêmica envolvendo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desta vez com os mandados de busca e apreensão da Polícia Federal na casa dele (por suspeita de corrupção), o partido Novo pode voltar a ter um membro no governo Bolsonaro. E pode ser um integrante mineiro.

Desde abril, tem sido cotado para o cargo o advogado Antônio Claret, diretor-geral da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae), defensor ferrenho do Marco Regulatório do Saneamento (que amplia a participação do setor privado na área).

Claret disse que fica honrado com o fato de o nome estar sendo citado, mas que está focado na revisão tarifária da Copasa.

Se Salles cai, Claret está na fila

Lembrando que Salles era filiado ao Novo, mas foi expulso do partido em maio do ano passado, justamente por aceitar o convite de Bolsonaro sem o consentimento da sigla.

Claret também é filiado ao Novo e, como adiantamos na coluna, nega que em 2022 será candidato a deputado estadual. No entanto, segundo informações de bastidores, não descartaria a disputa a um cargo majoritário, como o de senador. Fato é que, neste momento, se Salles cai, Claret está na fila.

E a pergunta que não quer calar: caso a conversa progrida e seja feito um convite por parte do governo, o Novo entraria com Claret na empreitada ou o diretor-geral da Arsae também correria o risco de ser expulso da legenda?

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