Edilene Lopes

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Delegado do Caso Bruno lança livro de polícia e está escrevendo sobre bastidores da política 

10/12/2020 às 04:44

O delegado e ex-deputado federal Edson Moreira planeja lançar, ainda neste ano, o livro "Agora é comigo". Segundo o autor, o título é referência a uma frase que ele disse quando o goleiro Bruno, suspeito de matar Eliza Samúdio, chegou preso à Delegacia de Homicídios em Belo Horizonte. A obra é uma coletânea dos casos de polícia em que o delegado atuou e que mais repercutiram nos últimos 30 anos. O livro será publicado pela editora Sarvier, de acordo com Moreira, e a previsão é que seja lançado no próximo dia 18.

"Suicídio com cinco tiros, suicídio com doze facadas, Chacina do Taquaril, Crime das viúvas negras", de acordo com o delegado, estão entre os casos narrados. No livro, ele também vai contar como a participação como observador na investigação do caso do Maníaco do Parque, em São Paulo, auxiliou nas apurações do caso do Maníaco de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Spoiler 

O fio condutor da narração será a história de vida de Edson Moreira, que é de São Paulo, com uma pitada de política. Ele começa contando a história do avô e, na linha do tempo, vai pontuando, como pano de fundo, os presidentes da República de cada uma das épocas chegando ao atual, Jair Bolsonaro.

Bastidores da Política

Edson Moreira, que já era um delegado conhecido na capital, ficou famoso no estado e no Brasil após a investigação do caso Eliza Samúdio e, depois disso, foi eleito vereador em 2012 em BH, em 2014 foi eleito deputado federal e em 2020 tentou novamente uma vaga na Câmara dos Vereadores da capital, mas não foi eleito. Aposentado, aos 61 anos, Edson Moreira ainda não sabe se concorrerá a novo cargo político, mas na carreira de escritor ele pretende seguir. O delegado já está escrevendo sua segunda obra, "Por dentro da noite", em que vai contar sobre personagens que trabalham à noite, como garçons e taxistas, que são fontes importantes para a solução de crimes e vai narrar bastidores do que ocorre na calada da noite em Brasília, nas negociações e confraternizações que são realizadas em restaurantes da capital federal onde, segundo ele, o futuro do Brasil, é decidido entre drinks e alguma diversão.

Ao que tudo indica o ex-deputado vai contar apenas os milagres, mas não vai falar os nomes dos santos.

Presidente e três ministros

Minas Gerais virou um destino frequentado pelos integrantes do Palácio do Planalto. Além do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que veio ontem inaugurar um programa e uma indústria de compostagem no Norte de Minas, e o presidente Jair Bolsonaro, que deve vir no dia 17 para liberar recursos para a BR-367 - que dá acesso a Porto Seguro, conforme informamos em primeira mão na Itatiaia, o ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque, deve vir no início da semana que vem para tratar de questões relacionadas aos baixos níveis de água na Represa de Furnas e, uma novidade, também em primeira mão, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, também deve vir a Minas na semana que vem. 

Por falar em ministro... 

Já o ex-ministro Marcelo Álvaro Antônio, demitido ontem após se desentender com o ministro da Secretaria do Governo, Luiz Eduardo Ramos, deve voltar para a vaga de deputado federal, hoje ocupada pelo suplente Enéas Reis (PSL). Em post, nas redes sociais, o mineiro agradeceu o presidente da República pelos dois anos à frente do Ministério do Turismo e chamou Jair Bolsonaro de amigo e irmão. Fontes de Brasília afirmam que o ex-ministro vai manter o relacionamento de amizade e proximidade com o presidente e que, depois da eleição da Câmara, pode ganhar cargo de importância no legislativo, como alguma liderança. 

Por falar em mineiros...

Os senadores Antônio Augusto Anastasia (PSD) e Rodrigo Pacheco (DEM) são cotados para a presidência do Senado. O cargo é importantíssimo. Além de presidir o Senado, o presidente da casa também é o presidente do Congresso, que é formado pela Câmara e o Senado. Os dois são órgãos legislativos, mas o Senado é um revisor do que é votado na Câmara. Em um cenário de cerca de dez candidatos, Anastasia está no topo da lista. Para a Câmara dos Deputados, que também terá eleição, o deputado Fabinho Ramalho (MDB) também aparece cotado. A eleição será em 1º de fevereiro. 

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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