Edilene Lopes

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Suspensos benefícios de servidores

Decisão envolve auxílio fardamento e terço pago nas férias

16/04/2020 às 06:16

A suspensão do pagamento do terço de férias para servidores públicos estaduais, informada em primeira mão pela Itatiaia na tarde desta quinta-feira, caiu como uma bomba na cabeça funcionalismo. Na parcela de R$ 2 mil paga nessa quarta-feira (15), muitos trabalhadores receberam apenas parte do salário.

A Itatiaia teve acesso a um ofício interno do Governo de Minas, assinado pelo presidente do Comitê de Orçamento e Finanças do estado, Mateus Simões. O documento também determinou a suspensão do auxilio fardamento, equivalente a 40% do salário, que os militares recebem uma vez por ano, em maio

De acordo com o comitê, os contratos administrativos e designados não perderão direito ao recebimento e o pagamento será restabelecido quando a arrecadação tributária do estado se normalizar.

Rombo no orçamento

Os secretários de Estado de Planejamento, Otto Levy, da Fazenda, Gustavo Barbosa, e de Governo, Igo Eto, concedem entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira para falar sobre a arrecadação mensal do Governo de Minas. A Itatiaia adianta que, até essa quarta-feira, o estado recebeu de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) 59,01% da meta para o mês. Nessa mesma data no ano passado eram 68%.

Corte pode parar na Justiça

Em primeira mão: o governo estadual tem até sexta-feira (17) para responder a Promotoria de Defesa da Criança e do Adolescente, do Ministério Público de Minas Gerais, sobre cortes na política de prevenção à criminalidade. O anúncio da redução de 96% da verba para o setor (mais de R$ 30 milhões) indignou os profissionais e atendidos pelos programas.

O caso pode parar na Justiça, dependendo da resposta da Secretaria de Estado de Segurança Pública e também se os cortes forem mantidos e se forem excluídos programas como o Fica Vivo, que atende a mais de 10 mil jovens e tem o objetivo de prevenir homicídios.

Membros do Ministério Público acreditam ser possível achar uma solução com base no diálogo que vem sendo feito. Nesta quinta-feira o órgão enviou mais um pedido de informações ao governo.

Os cortes vieram após o estado congelar 49% dos gastos para tentar amenizar a crise financeira agravada pela pandemia de covid-19.

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