Edilene Lopes

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CPI da Cemig quer saber se havia vazamento de informações

30/08/2021 às 04:06
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A CPI da Cemig deve ouvir na próxima quinta-feira (30), Daniel Polignano, ex-gerente administrativo que foi substituído, no início do ano, por decisão da companhia. Na mesma época, o Ministério Público (MP) abriu investigação para verificar suspeitas de irregularidades em compras.

O objetivo dos deputados é saber o que a empresa Kroll, que faz investigação forense, procurava nos computadores de funcionários. Segundo a empresa, a auditoria foi contratada porque é um procedimento de praxe, uma vez que a empresa estava sendo investigada e, como tem ações em bolsas no exterior, como a de Nova York, toda vez que é alvo de investigação, precisa contratar uma auditoria paralela. 

No entanto, parlamentares querem checar se existe a possibilidade de que informações internas estivessem sendo fornecidas ao mercado ou de que funcionários estivessem sendo internamente vigiados por serem suspeitos de passarem informações para a Assembleia.

Está nos planos da CPI ouvir vários diretores e vários superintendentes, dentre eles o ex-diretor de comunicação da Cemig, Roberto Bastianetto, que no início do mês deixou a Cemig e foi para a Cemig Sim.  

Nota da Cemig

“A Cemig reafirma que realizou a contratação da empresa de investigação forense Kroll, assim como dos escritórios Sampaio Ferraz e Terra Tavares Ferrari Elias Rosa, para realizar investigação independente dentro dos limites de sua atuação corporativa. Isso foi necessário porque a Cemig foi comunicada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) de apurações sobre a conduta dos então gestores da área de Compras em supostos casos de corrupção. Após a Cemig tomar ciência disso, em janeiro de 2021, os então gestores da área foram destituídos das posições de liderança e afastados dos cargos de origem. A investigação do MPMG encontra-se sob sigilo. 

Em reunião da CPI realizada em 16 de agosto de 2021, a superintendente de Auditoria Interna da Cemig, Débora Lage Martins, informou que a Auditoria também produziu relatório de investigação a partir de uma série de denúncias sobre o mesmo tema recebidas no Canal de Denúncias da Cemig entre 2019 e 2020. O relatório foi incorporado à investigação independente em curso e entregue ao MPMG na cooperação que a Cemig tem com este órgão de fiscalização”

Paternidade

E por falar em Assembleia, o governador Romeu Zema (Novo), participou agora – tarde de segunda-feira (30) – de evento com prefeitos para detalhar a prestação de informações sobre o uso de R$ 1,5 bilhões que começa a ser repassado hoje, de forma parcelada, para os municípios. O valor está dentro do projeto dos R$ 11 bilhões do acordo com a Vale.

Para alguns parlamentares, o evento no Palácio das Artes soou mal, já que foi a Assembleia que garantiu a quantia de R$ 1,5 bilhões de emenda para os municípios. De acordo com alguns deputados, o governo agora quer assumir a “paternidade” do repasse.

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