Edilene Lopes

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Covid avança, restrições aumentam e Brasil continua sem vacina

06/01/2021 às 05:28

O avanço da covid-19 no pós-festas de fim de ano não para. Com os impactos sentidos no momento e temendo o que possa ocorrer nas próximas semanas, autoridades começam a tomar providências.

Em Brumadinho, o Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, fechará as portas mais uma vez, desta quinta-feira (7) até o dia 17 de janeiro. Neste período, bares e restaurantes terão de parar de receber clientes e farão apenas entregas. Até o dia 12, salões de beleza, barbearias e clínicas de estética também não poderão funcionar na cidade.

Restrições em BH

Em Belo Horizonte, a prefeitura deve anunciar nesta sexta-feira (8) se haverá ou não mudanças no comércio e em serviços. Ao que tudo indica, não haverá coletiva, e o anúncio deve vir por meio de nota. 

Vacinas

De acordo com o secretário-geral do Governo de Minas, Mateus Simões, a previsão é que a vacina contra covid-19 possa chegar ao estado até o fim de janeiro, mas isso só acontecerá se o governo federal iniciar a imunização. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que suspendeu a compra de seringas, até que os preços, que dispararam, voltem à normalidade. Bolsonaro disse que estados e municípios têm estoques para vacinação, já que, em um primeiro momento, a quantidade de doses não é tão grande.

Como informamos em primeira mão na programação da Itatiaia, 600 mil seringas chegaram ao estado nesta quarta-feira (6). Minas já tem mais de 20 milhões de unidades das 50 milhões adquiridas.

Espero que, com o passar dos meses, as vacinas cheguem e o número de doses alcance a quantidade de seringas no estado. No Brasil, de forma geral, sem vacina e sem seringa, por enquanto.

Bastidores da política

Embora o governo estadual ainda não tenha retomado as agendas rotineiras, com vários secretários e até o governador Romeu Zema (Novo) em dias de descanso — alguns fora da capital mineira —, uma mudança foi anunciada nessa terça-feira (5). José Geraldo Prado, secretário-adjunto de Governo, na pasta comandada por Igor Eto, não ocupa mais o cargo. De acordo com o governo e com José Geraldo, a saída foi a pedido dele, para se dedicar a projetos pessoais.

Zé Geraldo, como é conhecido, é benquisto por onde passa. Ele é servidor de carreira da Assembleia Legislativa, onde já foi diretor de comunicação, assessor da Liderança da Maioria e de Governo durante o mandato de Aécio Neves (PSDB) como governador e secretário-geral da Mesa de 2007 a 2014. No governo de Alberto Pinto Coelho, em 2014, foi secretário de estado de Saúde.

Com a saída agora, circulou a informação de que ele poderia ir para a Prefeitura de Belo Horizonte trabalhar com o secretário municipal de Governo, o ex-deputado estadual Adalclever Lopes, mas a informação, de acordo com ele, não procede.

Mineiro na presidência do Senado

Como adiantamos em dezembro, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é mesmo candidato à Presidência do Senado e é o candidato do atual mandatário, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Até o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), esteve nessa terça-feira em BH, na casa do prefeito Alexandre Kalil (PSD), para falar sobre o assunto.

O senador Antonio Anastasia (PSD-MG) tinha um favoritismo. A desistência dele para apoiar Rodrigo pode ter a ver com a disputa para o Governo de Minas em 2022, que pode ter PSD em DEM juntos pleiteando o comando do estado.

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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