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COP26: Brasil pode gerar até 100 bilhões de créditos de carbono até 2030

26/10/2021 às 01:27
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COP26: Brasil pode gerar até 100 bilhões de créditos de carbono até 2030

Apesar das cobranças por metas climáticas, o Brasil emite, usando dados oficiais de 2018, 2,9% dos gases de efeito estufa do planeta, número que é considerado modesto em comparação com outras grandes nações. Juntos, Estados Unidos, China, Índia e União Europeia são responsáveis por 51,2% das emissões. Mesmo sendo o sétimo colocado, o Brasil emite um percentual oito vezes menor que o da China, que é o primeiro país do ranking, e quatro vezes menor que dos Estados Unidos, que é o segundo colocado. Acesse os dados completos CLICANDO AQUI  

Meta antecipada

O Brasil pretende atingir a neutralidade climática, ou seja, zerar as emissões até 2050. A meta era até 2060, mas foi antecipada pelo presidente Jair Bolsonaro, em abril deste ano, durante a Cúpula do Clima, nos Estados Unidos, o que foi bem visto pela comunidade internacional.

A emissão de CO2 e o mercado de créditos de carbono é uma das pautas da COP26, que será realizada de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia. A ideia é construir um acordo com regras para o mercado de carbono, do qual Bolsonaro é um defensor. 

Credito bilionário

Uma projeção feita pela consultoria WayCarbon, em parceria com ICC Brasil que reúne os membros brasileiros da Câmara de Comércio Internacional, indica que o país pode gerar entre 493 milhões e 100 bilhões de dólares em crédito de carbono até 2030.

O que é o crédito de carbono?

O crédito de carbono é um instrumento que tem como objetivo diminuir os gases de efeito estufa, como o CO2, que agravam mudanças climáticas como o aquecimento global. A cada tonelada reduzida ou não emitida de gases de efeito estufa, gera-se um crédito de carbono. Com isso, quando uma empresa, um estado ou um país reduz a emissão, ele recebe um crédito. O estudo da WayCarbon mostra que, na próxima década, o Brasil tem potencial para atender de 2% a 22% da demanda global do mercado regulado pela ONU. O setor agropecuário, o de florestas, com a redução do desmatamento, e o de energia são os setores com maior espaço para gerar crédito de carbono no Brasil.

Exemplo de compra de crédito

A lógica é quem emite muito gás carbônico compra crédito de quem economizou ou não emitiu. Um exemplo pouco usual e por isso inesquecível é da banda norte-americana, Pearl Jam. Eles fizeram uma turnê no Brasil em 2018, pra compensar a emissão de gás carbônico gerada pelas viagens de avião e carro de toda equipe, a banda calculou a emissão média de CO2 e comprou créditos no Brasil que foram investidos em uma reserva na Amazônia. 

Compensa

A redução compensa não apenas porque é benéfica para o meio ambiente, mas porque gera recursos. E o Brasil, como tem muitos créditos, tem um vasto mercado comprador no mundo inteiro e, quanto mais reduz a emissão, mais aumenta a disponibilidade de crédito para vender.

Minas pioneira

Minas Gerais é um estado pioneiro nos compromissos para a redução de emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. A meta coloca o estado nos trilhos do desenvolvimento sustentável. Em junho, o governador Romeu Zema assinou um acordo aderindo a Race to Zero (corrida para o zero) e Minas se tornou o primeiro estado da América Latina a aderir à campanha. 

Em relação a essa questão, o Brasil vai para a COP26 com créditos não apenas de carbono, mas também com argumentos de que tem potencial para contribuir com esse mercado. 

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