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Convidado para ser líder de governo, Alexandre Silveira toma posse no senado no dia 1º

Convidado para ser líder de governo, Alexandre Silveira toma posse no senado no dia 1º

20/01/2022 às 09:56
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Convidado para ser líder do Governo no Senado, o diretor jurídico da casa, Alexandre Silveira, deve tomar posse como senador no dia 1º de fevereiro. A informação foi adiantada pela coluna Em cima do fato, no Jornal da Itatiaia Primeira Edição. 
No dia 30 de janeiro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, vai oficializar sua aposentadoria para assumir a embaixada brasileira em Portugal. No dia 1º de fevereiro, o senador Antonio Anastasia (PSD) renúncia à vaga no senado para assumir a cadeira deixada por Carreiro no TCU. Na mesma data, Alexandre Silveira, que é suplente de Anastasia, assume o mandato no senado. 


Perfil


Silveira disse à coluna que não seria oportuno aceitar a liderança antes de assumir o cargo de senador. Ele foi convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o líder de governo e o nome dele é defendido por muitos ministros, por causa da capacidade de diálogo e a disposição para discutir assuntos que interessam ao executivo. O futuro senador não tem um perfil ideológico, mas tem muito interesse em discutir as pautas econômicas, que são pautas que não interessam apenas ao governo.


Kassab concordaria?


Alexandre Silveira é braço direito do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), pré-candidato à presidência da república e também do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Kassab é ex-ministro de Lula, não tem proximidade e nem admiração por Bolsonaro e o PSD vem sendo cobiçado pelo PT para uma composição nas eleições. Antes de oficializar o aceite ao convite de Bolsonaro, Silveira terá que articular com Gilberto Kassab. 


Se Silveira aceitar o convite de Bolsonaro, significa que Pacheco desistiu da candidatura à presidência?


Não. A posição de Pacheco é que nesse momento, de grande instabilidade econômica, o objetivo é discutir uma pauta profunda já em fevereiro, avançando em questões importantes como a reforma tributária. Ele mantem a posição de que só vai discutir eleição a partir de março.
Fato é que aceitar o convite de Bolsonaro pode afastar o PSD de uma possivel aproximação com o PT do ex-presidente Lula.

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