Edilene Lopes

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Congresso reage a suposto recado de Braga Neto de que sem voto impresso não tem eleição

22/07/2021 às 09:37

As repercussões do recado que o ministro da Defesa, Walter Braga Neto, teria enviado, por interlocutores, ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), não param. Segundo ele, se não fosse aprovado o voto impresso não teria eleições.

E, apesar de Braga Neto ter negado, ao que tudo indica, essa conversa de bastidores existia. E mostra também que o presidente da República, caso queria impedir as eleições, teria sim apoio do ministério da Defesa. 

Agora é difícil imaginar como seria. As eleições seriam canceladas? O presidente estenderia seu mandato? Complexo. Fato é que os outros poderes, mesmo em recesso, se manifestaram. 

Eleições são inegociáveis

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), usou o Twitter pra reafirmar que confia no sistema político-eleitoral brasileiro e que qualquer mudança no modelo adotado para as eleições no país é exclusiva do Parlamento. O senador também escreveu que as eleições, inclusive as de 2022, são inegociáveis e vão ocorrer porque são a expressão mais pura da soberania do povo. Pacheco disse ainda que sem eleições não há democracia e que o país não admite retrocessos.

Para quem sabe ler, um pingo é letra. E é essa a reação que se espera de quem defende, de fato, a democracia.

O brasileiro vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem

O próprio Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, apoiado por Bolsonaro, também se manifestou nas redes sociais, dizendo que o brasileiro vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem por meio do voto popular, secreto e soberano. Ou seja, até Lira que é de partido da base, inclusive, legenda que acaba de ser contemplada com mais um Ministério, disse que vai ter eleições. O Ministério da Defesa pode estar com o presidente, mas o Parlamento nem tanto.


TCE pode recomendar cronograma de pagamento de férias-prêmio

Depois que o governador anunciou que o salário do servidor público estadual será pago em dia a partir do mês que vem, o sossego dele acabou em relação à cobrança da oposição sobre o extrato das contas bancárias do governo de Minas. 

O deputado estadual Cristiano Silveira (PT) acionou o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público de Contas para que os órgãos cobrem do estado os R$ 582,7 milhões de férias-prêmio, que deve para mais de 22 mil trabalhadores, a maioria da educação e segurança.

Segundo o deputado, o governo estava armazenando recursos em caixa e por isso conseguiu colocar o salário em dia. E, além do salário, poderia pagar as férias-prêmio.

A expectativa da oposição é que o TCE, pelo menos, recomende ao governo a apresentação de um cronograma e pagamento.  Dentro disso tudo, caso fique provado que o governo, de fato, estava guardando recursos, o que pode trazer alguma complicação para o executivo será o confronto da informação de que tinha dinheiro, mas não investiu o mínimo constitucional em saúde e educação. 

Instagram: @reporteredilenelopes
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