Edilene Lopes

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Como você vota?

06/11/2020 às 05:21

Faltam nove dias para as eleições e muita gente ainda não decidiu em quem votar. Mas, afinal de contas, como cada um de nós define o voto? São muitos os estudos que se debruçam sobre a questão do comportamento eleitoral pelo mundo. Não apenas nós queremos saber como o cidadão faz a escolha, mas principalmente os candidatos, interessados em conquistar esse voto.

Para estudiosos, o comportamento eleitoral pode estar ligado a diversos fatores, que são examinados principalmente por cientistas políticos, mas também por psicólogos, analistas do discurso e neurocientistas. Existe a corrente que defende que o contexto e características como economia, cultura, religião e etnia têm forte influência sobre o voto. 

Há, também, a linha que defende que o eleitor, ao votar, adota uma escolha racional: analisando as propostas dos candidatos, ele cria uma expectativa e faz um cálculo do custo-benefício para tomar a decisão.

Outro modelo é o psicossocial, que considera que a opinião de amigos e familiares tem forte influência sobre o eleitor na hora do voto.

Na verdade, não cientificamente, mas observando os comportamentos à nossa volta, de amigos, parentes e conhecidos, podemos perceber características elencadas em todas essas possibilidades: temos o eleitor que vota por fidelidade ao partido ou ideologia do partido, aqueles que perguntam ao parente em quem ele deve votar e também o "caxias", o racional, que busca informações para além da propaganda eleitoral e do que é facilmente ofertado.

Esse último lê os programas de governo, analisa o histórico do candidato, faz buscas na internet. A princípio, ele é também o mais raro, porque a busca por informação tem um custo, leva tempo e nem todos estão dispostos ou acham que faz diferença.

O eleitor ainda precisa estar atento, porque os estudos mostram que ele pega atalhos na hora de votar. Para não ter que buscar tantas informações, o eleitor observa os grupos que apoiam o candidato, o estereotipo ideológico dele e várias outras características.

Tendo acesso a essas informações, os candidatos, orientados por profissionais especializados, tentam mexer com as emoções dos eleitores. Até a escolha das cores de uma campanha fazem diferença na percepção do eleitor, segundo pesquisas da neurociência. Cores, voz, tipo de discurso, palavras; tudo conta. Por isso, às vezes candidatos de grupos políticos diferentes fazem coisas parecidas. Estão todos lendo as mesmas cartilhas, afim de fisgar os eleitores.

Temos, ainda, uma parcela da população, como mostram processos eleitorais em todo o Brasil, que vende o voto em troca de algum favor ou bem material. Quem nunca viu o meme do saco de cimento? É o do eleitor que pega cimento de um, areia de outro, tijolo de outro e, no fim das contas, a escolha do candidato nem é feita com base nessa troca material que, aliás, é ilegal. Compra de votos é crime eleitoral.

Refletindo sobre como se define o voto, que tipo de eleitor você se considera?  

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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