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Bloco de Zema é extinto na Assembleia e aliados do governador podem perder comando de seis comissões

Com troca de partidos feita por alguns parlamentares, a base ficou sem o número mínimo de membros pra formação de bloco

19/04/2022 às 03:38
Bloco de Zema é extinto na Assembleia e aliados do governador podem perder comando de seis comissões


O bloco da base do governador Romeu Zema foi, oficialmente, extinto na tarde desta terça-feira (19). A justificativa é que, com a mudança de partido do deputado Neilando Pimenta do Podemos para o PSB, o bloco deixa de ter o número suficiente de parlamentares para existir. Segundo o Regimento Interno da casa, para a formação de um bloco, que é composto por partidos, o grupo tem que ter, pelo menos, 16 parlamentares ou seja 1/5 dos 77 deputados.


Impactos imediatos
A Assembleia tem 22 comissões permanentes e os mandatos são de dois anos. Os comandos das comissões são distribuídos proporcionalmente, de acordo com o número de deputados de cada bloco. O maior bloco da casa é o autodenominado independente e também tem as comissões mais importantes. Na sequência, vem os blocos da oposição e da base. A escolha dos comandos é prioritária para os grupos com o maior número de parlamentares.


O bloco da oposição ficou inchado com a filiação de vários deputados ao Partido Liberal durante a janela partidária, de 3 de março a 1º de abril. E o bloco da base perdeu membros.
Com a extinção do bloco da base, que levava o nome do deputado tucano Luiz Humberto que liderava o grupo e morreu de Covid, os parlamentares e partidos ligados ao governo podem perder seis comissões. 
Hoje, a base preside as comissões de Assuntos Municipais, Cultura, Defesa do Consumidor, Direitos das Pessoas com Deficiência, Meio Ambiente e Esporte e Lazer. Além do comando das comissões, a base pode perder cargos de líderes, vice-líderes e de profissionais que assessoram a base de governo.


Expectativa da base
Como o PL desde a formação do bloco estava na oposição e acabou recebendo muitos deputados, principalmente bolsonaristas com a mudança de Bolsonaro para o partido Liberal, o bloco formal de oposição acabou ficando grande. Apesar de estarem com opositores, muitos parlamentares continuarão se posicionando a favor de Zema. Com isso, a expectativa da base era que houvesse um rearranjo, com aval da presidência e da mesa diretora, para redistribuição dos parlamentares, de modo que todos os blocos continuassem existindo. No entanto, o presidente da casa, deputado Agostinho Patrus (PSD), decidiu seguir o regimento à risca e extinguir a base de Zema.


Patrus, que será vice do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD) na disputa ao governo de Minas, segue numa briga ferrenha com o governador Romeu Zema (Novo), candidato à reeleição. Nocivo e inapto são alguns dos adjetivos que os dois têm trocado pelas redes sociais.

Futuro 
Daqui pra frente, por causa da guerra entre os dois, o número de votações de projetos do governo deve diminuir ainda mais, mas os deputados que votam com o governador, mesmo sem um bloco, devem seguir a mesma linha que vinham adotando.

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