Edilene Lopes

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Depois de áudio com fakenews sobre compra de vacina, vice-presidente do Ipsemg deixa o governo

Bernardo Ramos afirma que é alvo de fakenews por causa de eleições

11/03/2022 às 05:24

Depois de um áudio que viralizou nesta sexta-feira (11) sobre a negociação de compra de vacinas em Minas, o vice-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPSEMG), Bernardo Ramos (Novo), será exonerado neste sábado (12) a pedido. A informação foi adiantada pela coluna Em Cima do Fato. O médico já iria se desincompatibilizar, no final do mês, para disputar uma vaga na Câmara Federal, mas decidiu, em comum acordo, antecipar a própria saída para evitar desgastes para ele e para o governo. Segundo ele, trata-se de fakenews.

Áudio fora de contexto


No áudio, Bernardo aparece em uma conversa com um representante da Davati, empresa revendedora vacinas, e é identificado, com uma legenda, como secretário adjunto de saúde. No entanto, na época, ele não estava mais ocupando cargo no governo do Estado. Ele foi adjunto de saúde em 2019, antes da pandemia. Bernardo confirma que o áudio é real, mas é do primeiro quadrimestre de 2021, quando ele não ocupava nenhum cargo público. Depois de 2019, quando deixou a secretaria, ele fez uma primeira passagem pelo IPSEMG. Em março de 2020 assumiu a vaga de suplente de Mateus Simões (Novo) na Câmara de Vereadores e ficou até o fim do mandato, em dezembro. No primeiro semestre de 2021 continuou as atividades  como médico e em julho do mesmo ano foi nomeado pela segunda vez no IPSEMG.

Boletim de Ocorrência
O Estado não chegou a fechar negócio com a Davati, a secretaria de Planejamento, inclusive, prestou queixa na policia contra a empresa, alegando que ela falsificou um documento do governo. Os revendedores teriam trocado, no documento, o nome da vacina que eles estavam oferecendo.
Nessa história, Bernardo Ramos, que estava sem cargo público à época, foi a pessoa que apresentou a Davati ao governo. Ele disse à coluna que foi procurado pela empresa e, como todos os estados estavam em busca da vacina, ele quis ajudar nesse sentido. O médico afirmou à coluna que não é alvo de nenhuma investigação e que as fakenews surgiram no momento em que ele se afastará para disputar as eleições.

Além do áudio em que Bernardo Ramos aparece, circulou outro áudio atribuído a uma pessoa identificada como representando do Partido Novo e que estaria negociando propina para venda de vacinas no valor de um dólar por dose. A coluna procurou o partido e aguarda resposta.

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