Edilene Lopes

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Bastidores: Plano de Eduardo Leite vai além da eleição 

O governador do Rio Grande do Sul vai permanecer no PSDB, mas vai renunciar ao cargo.

29/03/2022 às 09:31

O movimento do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), de permanecer no partido e renunciar ao governo, para muitos, parece loucura. No entanto, pelas conversas dos correligionários, Leite está ciente do papel que vai desempenhar para dentro e para fora da legenda e resolveu abraçar o projeto. Depois da possibilidade de ir para o PSD, para disputar a presidência da República, ele decidiu ficar entre os tucanos, mesmo com o partido tendo um pré-candidato que é João Dória, governador de São Paulo, vencedor das prévias da sigla. Leite tem a expectativa de disputar o cargo mais alto do Brasil, sendo o candidato de terceira via em um cenário extremamente polarizado entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).


De dentro para fora 
Para a campanha, a ideia é que a partir da semana que vem, depois da renúncia, Eduardo Leite percorra o Brasil, passando pelos estados que os tucanos governam para se colocar à disposição para a disputa nacional. O PSDB também pretende lançar candidatura própria em alguns estados, como Minas Gerais, construindo palanque para o candidato à presidência.


Atração de outros partidos
Enquanto isso, outros tucanos fazem um movimento paralelo para fortalecer o núcleo que debate candidatura única, formado no momento pelo Cidadania, União Brasil e MDB. O grupo vai tentar buscar também o apoio do Podemos e até o PSD, de Gilberto Kassab, pra reunir essas legendas em torno de terceira via. A expectativa dos tucanos é uma convergência em torno do nome de Eduardo Leite sendo definida nos próximos dois meses.


Comando do PSDB
Se der certo e Eduardo for o candidato vencedor das eleições: bem, seria uma vitória e tanto pra ele, para os apoiadores e para os que acreditam que uma terceira via seria a solução. Se não, Eduardo Leite pode sair do pleito, mesmo não vencendo as eleições, como uma nova liderança nacional tucana, que terá o apoio do diretório em Minas.

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