Edilene Lopes

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Aeroporto Carlos Prates deve ser desativado até 2021 

02/09/2020 às 03:56

O aeroporto do bairro Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, deve ser desativado até o final de 2021. A informação foi dada pelo ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante reunião com a bancada mineira, em resposta ao deputado federal Rogério Correia (PT). A presença do aeroporto que hoje abriga hangares e escola de aviação é motivo de medo para os moradores do entorno, devido à grande quantidade de acidentes com aeronaves nos últimos anos. Neste ano, por exemplo, um avião caiu dentro da área do aeroporto no fundo de algumas casas. No ano passado, um acidente também na região matou quatro pessoas. 

O aeroporto chegou a entrar no Programa de Desestatização do Estado, mas foi retirado. A área deve ser desativada e parte transferida para o aeroporto da Pampulha, que também tem vários hangares oficiais e de proprietários privados. A sugestão do deputado Rogério Correia é que parte seja transferida para Betim e a área da união seja doada para a prefeitura para a construção de algo como uma área de lazer. 

Metrô

Na reunião da bancada mineira com o ministro, que a Itatiaia informou hoje em primeira mão, um dos principais assuntos foi a destinação de recursos de multas aplicadas à FCA – Ferrovia Centro Atlântica da Vale pela devolução de trechos ferroviários concessionados que a empresa abandonou em Minas por considera-los inviáveis economicamente.  Hoje, conforme o ministro Tarcísio de Freitas já havia adiantado em entrevista exclusiva à Itatiaia, o presidente postou no twitter que 1,2 bi é verba carimbada e que o dinheiro será destinado à linha 2 do metrô de BH, que é o trecho do Calafate ao Barreiro. O risco era que se ele fosse todo depositado na conta da União, o valor não pudesse ser investido por causa do teto de gastos que o governo federal tem que respeitar no orçamento.  O governo garantiu que, de forma judicial ou extrajudicial, haverá um acordo ou um aditivo ao acordo já feito na justiça. Para o recurso não ficar nos cofres da União, deve ser depositado e transferido para uma conta do governo de Minas no Banco Nacional do Desenvolvimento Social, que é um banco da União. 

Privatização

No entanto, o governo federal e o governo de Minas ainda não decidiram, e devem fazer isso juntos, se o dinheiro será destinado para uma obra feita pelo governo ou se obra e a operação serão concedidas à iniciativa privada. No caso de concessão, o R$ 1,2 bilhão poderia entrar como contra partida pública para um PPI – Programa de Parceria de Investimentos que custaria 1,6bi para a construção, sem contar os recursos de operação.

Costura

A costura para que os recursos de multas fossem destinados ao metrô e não caíssem no limbo dos cofres públicos foi feito pela bancada federal mineira.  O  Superintendente Regional da CBTU em Minas, Miguel da Silva Marques, indicado do deputado federal Diego Andrade (PSD) para o cargo, que é líder da bancada mineira, participou diretamente do desenho da proposta, assim como o ex-secretário de infraestrutura e mobilidade de Minas, Marco Aurélio Barcelos, que é muito próximo ao ministro Tarcísio Gomes de Freitas que viabilizou a proposta com o presidente da república junto ao governo federal.

Bom relacionamento

O bom relacionamento da bancada de Minas Gerais com o governo federal envolve o atendimento a pedidos de recursos pra Minas, a indicação de mineiros para ocupação de cargos na União e a votação da bancada ou de parte dela em projetos de interesse do governo federal. 

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