Edilene Lopes

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A vacina, a retomada das atividades presenciais e o impeachment

28/01/2021 às 05:22

A vacina chegou, a conta-gotas, e com ela todos os problemas que poderiam vir: fura-filas, roubo de doses e dificuldades de importação e produção.

Fura-filas

Aqui em Minas temos visto, assim como em todo país, casos de pessoas furando fila. Como informamos em primeiríssima mão na coluna na semana passada, Ministério Público, Controladoria-Geral do Estado, Tribunal de Contas e Prefeitura de Belo Horizonte montaram operações para inibir e identificar esses furões. Se forem servidores, podem sofrer punição administrativa, como suspensão do trabalho por até 90 dias.

Roubo de vacinas

Como informamos em primeira mão na programação da Itatiaia, seis doses do imunizante contra a covid-19 desapareceram misteriosamente da Maternidade Odete Valadares, em BH, unidade de saúde administrada pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Um boletim de ocorrência foi registrado e foi iniciada uma apuração de responsabilidades.

Questionada, a Fhemig não respondeu se o suspeito ou os suspeitos foram identificados. Mas informou que uma nova comissão de vacinação está sendo constituída na unidade para continuar o plano de vacinação dos trabalhadores, com toda a transparência e integridade necessárias.

Importação e produção

Com 49,1 doses de vacina administradas a cada 100 pessoas, Israel lidera o levantamento que está sendo feito pela TV CNN para mostrar como está a imunização pelo mundo.

O Brasil aparece na 46ª posição, com 1.275.185 pessoas vacinadas, um índice de 0,6 vacinado a cada 100 pessoas. O país tem 209 milhões de habitantes, ou seja, pouco mais de 0,5% da população recebeu a dose.

Além da dificuldade de importação (por problemas de insumo e de relações comerciais ou diplomáticas), tem a questão da produção.

Funed

Aqui em Minas, por exemplo, parlamentares e entidades da sociedade civil têm cobrado um protagonismo da Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Nesta quinta-feira (28), uma matéria do jornal Estado de Minas afirmou que uma gafe nas tratativas com o laboratório chinês Sinopharm, com a marcação de uma reunião a distância que no horário da China seria madrugada, teria azedado a relação.

Fontes do governo afirmam que o acordo para a produção aqui não teria dado certo porque o laboratório queria firmar um acordo considerando estar na fase 3 de testes, mas não havia apresentado os restados das fases um e dois.

Fato é que o Butantan (SP) e a Fiocruz (RJ) estão na ativa, e a Funed, até agora, nada. Entre os políticos há quem diga que a não produção tem a ver com o alinhamento do Governo de Minas com o governo federal na política de vacinação, o que teria feito o estado ficar estagnada no processo e sem protagonismo na produção.

Aliados do governo negam que a inércia, nesse sentido, seja proposital. 

Impeachment

Por falar em governo federal, assim como os 15 dirigentes municipais do partido Novo que se posicionaram contra o andamento dos pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, o governador Romeu Zema seguiu essa linha. Em entrevista à rádio 98 FM, ele afirmou que é contrário ao impedimento e que a mudança de chefe do Palácio do Planalto seria ruim para o Brasil.

Retomada de atividades

A diretoria do Minas Tênis Clube se reuniu com o prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), nesta quinta-feira (28). Apesar de o município ter estrutura física para vacinar a população, o Minas ofereceu unidades do clube para reforçar pontos de imunização contra o novo coronavírus, caso cheguemos a um momento de aplicação de doses em massa.

Na reunião, o presidente do Minas, Ricardo Santiago, apresentou as medidas adotadas pelo clube aguardando retomada das atividades.

Sobre volta às aulas, o Ministério Público deve exigir da Prefeitura de Belo Horizonte e do Governo de Minas a apresentação de protocolos e de datas para o retorno. Detalhes serão dados no Jornal da Itatiaia Noite, e partir das 19h.

Salário dos servidores

O Governo de Minas anunciou a escala de pagamento de fevereiro para servidores públicos estaduais. A primeira parcela, de R$ 2 mil, será paga no dia 10, e a segunda, com o restante, no dia 22. Os servidores da saúde e da segurança pública receberão o salário integralmente no dia da primeira parcela.

ABC da Política

As definições das palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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