Edilene Lopes

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2020: o ano inimaginável

31/12/2020 às 04:32

Último do ano. 2020 foi um ano inimaginável. E para o mundo inteiro. Quem entre jovens e idosos imaginaria que o mundo ia, praticamente, parar? Não poderíamos sair de casa, nos tocar, nos reunir, teríamos que usar máscaras.

Um vírus, um único vírus, provocou um caos. 1.805.521 mortes no mundo em nove meses. O Brasil é o terceiro país com o maior número de vítimas fatais 193.875 perdidas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Caos na política

O caos na saúde se juntou ao caos na política. A declaração do presidente Jair Bolsonaro chamando o vírus de “gripezinha”, causou polêmica, dois ministros da Saúde foram trocados na sequência, um deles, Luiz Henrique Mandetta, saiu contrariado e publicou um livro contando os bastidores da crise.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, que largou magistratura, quem diria, saiu do governo, também depois de romper com o presidente, acusando Bolsonaro de interferir na Polícia Federal. Segundo opositores do governo, o motivo para a interferência seria proteger os próprios filhos de investigações.

A pandemia não acabou, as polêmicas também não. A demora da vacina, o novo aumente do número de casos, a ameaça de novo fechamento do comércio. A crise gerada e agravada pela pandemia teve impactos na política nacional, regional e local.

A guerra entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, que adotaram posturas completamente opostas em relação a pandemia, deve ser levada para 2022, quando os dois devem ser candidatos à presidência da república. O ex-ministro Sérgio Moro e o apresentador Luciano Huck também podem ser candidatos. Minas não está fora desse cenário.

Eleições

O governador Romeu Zema reafirma sempre estar no topo da lista dos estados que melhor enfrentaram a pandemia e embora tenha afirmado, em entrevista à Itatiaia, que é candidato à reeleição em Minas, é o único governador do Novo e é o player nacional do partido.

Para a disputa nacional, também chegaram a citar o nome do reeleito prefeito Alexandre Kalil (PSD), apoiado pelo ex-ministro Ciro Gomes. Teremos Kalil x Zema em Minas ou no cenário nacional. Para o Governo de Minas também é cotado o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PV).

O ano novo vem aí e com ele novas polêmicas, várias delas podem alterar o cenário político. 2021, o ano que precede o da próxima eleição será agitado. Depois da eleição com o maior número de prefeitos da história do Brasil, por causa da proibição das coligações, o que obrigou os partidos a terem candidatos ao Executivo para puxarem votos para o Legislativo, 2022 também deve ter recorde de candidatos.

2021

E lá vamos nós! Acompanhando tudo em primeira mão e em cima do fato. Nossa coragem é maior que o nosso medo. Medo do mês de janeiro, já que os últimos, em especial para nós aqui em Minas foram complicados. No ano passado, tivemos a pior chuva da história na capital mineira e, em Minas, foram mais de 50 mortos, só em janeiro.

O estado virou notícia nacional com o caso da cerveja Backer, contaminada por substância tóxica na fábrica e que matou 10 pessoas. O janeiro terminou triste e levou com ele o nosso tão querido amigo e apresentador, voz da rádio Itatiaia, Rui Chaves, que teve complicações de um problema no coração. No janeiro anterior, vivemos o segundo rompimento de barragem em Minas, em Brumadinho, que matou 279 pessoas.

Mal acabou janeiro e em março veio a pandemia, e o pesadelo que não terminou. Janeiro bate novamente à nossa porta, resilientes e esperançosos que somos, esperamos que ele contrarie expectativas e traga boas novas. A vacina, que já está sendo aplicada em outros países do mundo, pode chegar pra nós mês que vem.

Em entrevista à Itatiaia, o infectologista Estevão Urbano, do Comitê de Enfretamento à Pandemia da covid-19 em Belo Horizonte, disse que, se não houver definição sobre campanha de vacinação do até meados de janeiro, a capital vai adotar o plano B e começa a vacinar. O Governo de Minas afirma que já está pronto para quando o governo federal liberar a vacinar e está com tudo preparado para seguir as diretrizes nacionais.

Como adiantamos na coluna Em Cima do Fato, não teremos em fevereiro o Carnaval em BH. Mas que venha 2021, se aprochegue, que possamos nos reunir, confraternizar e amar mais uns aos outros, aplicando tudo de bom que tivemos a oportunidade de aprender a duras penas nessa 2020 e a valorizar cada momento. Oremos!

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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