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Marcelo Moreno 

18/06/2021 às 06:57
Marcelo Moreno 

Amigos, vim falar sobre o boliviano que veste a camisa - se necessário, pintada no corpo - do Cruzeiro; mas que defende, verdadeiramente, a sua seleção: Marcelo Moreno. 

Em crise já há dois anos, a equipe celeste teve como reforço para sua estreia na Série B, na temporada passada, o retorno do atacante ao clube. Sua terceira passagem na Toca da Raposa iniciou com um anúncio de que 'muitos chamam de loucura, eu chamo de amor'. 

Em campo, porém, tudo pareceu loucura: foram 3 gols em 32 jogos e, na atual temporada, um tento em 5 partidas. Os números baixos contrapõem seu desempenho com a Seleção da Bolívia, onde é o grande protagonista: 6 gols nas Eliminatórias 2021, mais que nos dois anos com a camisa celeste. 

Marcelo Moreno é o retrato do que não apenas o Cruzeiro, mas o brasileiro como um todo perdeu: o amor pela camisa, principalmente pelo manto nacional. E isso diz muito do que reforçamos por aqui: a importância do esporte enquanto entretenimento e trabalho social. 

Fora do primeiro jogo da Bolívia na Copa América devido a pandemia de coronavírus, que o contaminou, Moreno se manifestou contra a Conmebol e sua competição. Não apenas por positivar para a covid-19, mas pelo estrago que a doença pode fazer no futebol - como tem feito no mundo todo. 

De acordo com o Ministério da Saúde, no início da semana eram 52 contaminados por covid-19 na competição, sendo 33 deles jogadores ou membros das delegações, enquanto 19 são prestadores de serviços contratados para o evento - como hoteleiros. Agora já passam de 60 infectados.

“Obrigado a vocês da Conmebol por isso. A culpa é totalmente de vocês! Se uma pessoa morrer, o que vocês vão fazer? O que importa é somente o dinheiro, a vida do jogador não vale nada?” Com essa fala, Moreno se posicionou enquanto atingido pela covid-19, enquanto porta-voz esportivo e, consequentemente, influenciador social.

O resultado? Post apagado e Conmebol o multando em US$ 20 mil, o enquadrando como infrator ao regulamento da competição ao "faltar com respeito e agir de maneira ofensiva", além de "realizar manifestações difamatórias". 

É isso. Marcelo Moreno tem uma linha prioritária que vai do social, nacional e, aí sim, clubista. O atacante - não o do Cruzeiro, mas o da Bolívia - tem sondagens até do Boca Juniors. Na Toca, tem contrato até o fim de 2022, mas já disse não saber se permanece. O que ele tem certeza, e nós também, é que, como capitão da seleção boliviana, é o maior artilheiro da história do seu país.

E, para mim, é um personagem a ser destacado. Precisa se empenhar no Cruzeiro, pelo amor que diz ter ao clube, e é necessário também se manter à disposição da Bolívia - tão limitada no futebol - e para a sociedade, mesmo com possíveis sanções, pela carência de representantes que olhem por ela e sua formação de seres humanos - passíveis de erros, covid-19 e mortes.

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